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Deus não criou o sexo - Dr. CristofaniMuitas pessoas afirmam: Deus criou o sexo! Claro que precisamos ter boa vontade. Boa vontade para entender as intenções por trás dessa afirmação. Pois, ao que tudo indica, é uma afirmação positiva. Com ela se quer dar um caráter natural ao sexo. Natural divino. Isso é Bom.

Mas ao dizermos que Deus criou o sexo esbarramos em alguns problemas. Problemas teológicos, problemas de linguagem e problemas culturais.

A expressão “Deus criou o sexo” revela um problema teológico. Teológico porque reduz o ser humano a apenas um dos seus aspectos: o sexual.

Deus não criou o sexo - Dr. Cristofani

Temos aprendido na Bíblia que o ser criado é uma unidade. As narrativas da criação mostram isso. O ser humano é um ser complexo. Deus o criou como um todo indivisível. Um ser emocional, espiritual e biológico. E não podemos reduzi-lo a apenas uma de suas partes. Quando declaramos: “Deus criou o sexo” reduzimos a pessoa a um dos seus elementos: o biológico. E pior, somente a uma fração do biológico. Pois, nosso corpo não se reduz ao seu aspecto sexual.

A afirmação “Deus criou o sexo” mostra um problema de linguagem. De linguagem porque sugere que a sexualidade humana se esgota no sexo. A palavra “sexo” pode se referir ao ato sexual (fazer sexo). Pode se referir ao sexo enquanto gênero (pessoa do sexo masculino). Pode também se referir à genitália humana. Seja qual for o significado do termo “sexo” ele não é adequado. Não é adequado na expressão “Deus criou o sexo”. Nem tampouco para expressar a sexualidade humana. A linguagem mais apropriada seria então: Deus criou o ser humano com sua sexualidade.

A declaração “Deus criou o sexo” denota um problema cultural. Cultural porque se alinha com a tendência pornográfica da nossa sociedade. Nossa cultura tem uma verdadeira obsessão por sexo. Nossa sociedade se move no apelo sexual. Todos os meios de comunicação “democratizaram” o acesso à pornografia. Acesso que vai da insinuação velada até a declaração escancarada. A exibição desmedida do sexual caracteriza nossa cultura que se nutre de sexo. E sexo sob qualquer condição. Sexo sob qualquer alegação. Alegação de necessidade. Alegação de prazer. Alegação de instinto. Alegação de que “Deus criou o sexo”.

Penso que quando afirmamos que Deus criou sexo criamos problemas. Pelo menos três deles: teológico, de linguagem e cultural. Juntando essas três categorias, temos um problemão. A expressão “Deus criou o sexo” reduz o ser humano a uma ínfima parte do seu todo. Torna a compreensão da pessoa, fragmentária. Revela a tendência de destacar um entre outros aspectos do humano.

Além do mais, essa afirmação usa uma linguagem inadequada. Inadequada, pois não expressa o que realmente quer expressar. Isto é, que Deus é o criador da pessoa humana com sua sexualidade. Ao utilizar o termo “sexo” a declaração de que “Deus criou o sexo” se torna pornográfica. Pornográfica porque reduz o ser humano a apenas sexo. Pornográfica porque não conduz a um entendimento correto da sexualidade humana. Pornográfica, enfim, porque conduz a um imaginário coletivo que, em geral, não distingue sexo de pornografia.

Vivemos em uma sociedade ávida por sexo. Sociedade que produz e consome sexo. Sociedade cuja linguagem é sexual. Cujos valores são destruídos pela concepção errônea de ser humano. E cuja meta é a satisfação a qualquer preço.

Diante de tal realidade é preciso afirmar Deus como criador. Não como criador do “sexo”, mas como criador da pessoa humana. Pessoa constituída do emocional, espiritual e biológico. Pessoa que só é pessoa na sua complexidade. Na sua unidade. No seu conjunto indivisível. Afirmar a sexualidade humana como parte do ser criado. E não como uma parte criada.

Deus não criou o sexo, criou o ser humano!

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