WhatsApp Logo 1 site

central de atendimento

sala de aula site

 

Reflexões do Dr. CristofaniJá era de se esperar! Hollywood faz um filme com um tema bíblico e os evangélicos “inteligentinhos” (como diz Pondé) se apressam a sair do cinema e fazer suas considerações apressadas e superficiais. Pior, com ares de sabedoria.

Vi e ouvi no Youtube um monte de “criticas” sobre o filme “Noé”. Quanta bobagem! Desde os desavisados, que parecem nunca terem lido a narrativa do dilúvio, até “teologozinhos” de nenhum calibre, inundarem a Internet com um besteirol das proporções de uma grande inundação.

 

Quase todos os críticos de plantão, sem exceção, criticam o filme por muitos ângulos. Vou me deter apenas a uma das críticas feita ao filme: a “fidelidade” da película ao texto bíblico. Esse pessoal cobra, principalmente do diretor de “Noé”, fidelidade à narrativa bíblica.

Posso perguntar? Perguntar não ofende né?! Fidelidade à qual narrativa? Àquela que fala que "dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca" - Gênesis 6.19. Ou aquela mais generosa que diz "De todo animal limpo levarás contigo sete pares: o macho e sua fêmea" - Gênesis 7.2.

Caso você fosse o diretor ou roteirista, qual versão você escolheria para o filme? Dois animais de cada espécie ou Quatorze de cada espécie de animais limpos/puros?

Isso é só para termos uma ideia de quão banal é a crítica daqueles que exigem “fidelidade” às Escrituras.

A minha percepção é de que, nem o filme Noé, nem os que o criticam chegaram perto de compreender o verdadeiro significado do texto. Sim, significado, pois um texto só tem sentido quando veicula um significado.

E a meu ver, a narrativa do dilúvio inicia e termina com a mesma constatação: “...Resolvi dar cabo da toda a carne, porque a terra está cheia de violência dos homens...” (Gênesis 6.11-13). Em termos semelhantes, Gênesis 8.21 diz ”...Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau todo o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade...”.

O mesmo motivo que fez com que deus destruísse quase por completo a vida humana na terra é o mesmo motivo que o faz mudar de ideia acerca de nova destruição. Ou seja, não adianta destruir o ser humano por causa da violência e da maldade, pois isso são resultados de algo interior que não pode ser extinto, (confira a narrativa pós-diluviana de Noé e o fruto de sua vinha em Gênesis 9.20-29). Não pode ser extinto, mas, creio eu, pode ser mudado.

E a pergunta que não quer calar é: A quem interessa um discurso deste tipo: “Se você não fizer o que nós ordenamos, então pediremos aos deuses que afoguem vocês.”? Milton Schwantes já nos ensinava que a narrativa do dilúvio é um “contracanto” dos hebreus contra a tirania dos deuses mesopotâmicos.

Em suma, se queremos exigir “fidelidade” aos textos bíblicos, que exijamos isso de nós mesmos, pregadores e pregadoras da Palavra de Deus e não de Hollywood que “num tá nem ai pra” sua opinião fundamentalista, literalista e descuidada.

Mas como dizia um tio meu: “É melhor ouvir besteira do que ser surdo!”

Cartilha de Hebraico

Compre aqui

 cartilha de hebraico

Receba as Novidades

cristofani-caricatura-tres

Arquivo do Blog

Powered by mod LCA

pagseguro paypal logos site