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O P3 da Arca da Alianca Exodo 25.17-22 Pastor Cristofani

A arca da aliança não é um mero objeto. Não é um objeto de decoração do Tabernáculo. Nem tão pouco um objeto para guardar as tábuas do testemunho. A arca não é um mero objeto como um porta‐jóias, apesar de guardar um tesouro. A arca também não se constitui em um objeto destinado à adoração. Não é um objeto que deva ser adorado.

 

Chama‐se “arca da aliança”, porque é a manifestação visível de uma verdade maior. E essa verdade é que o Senhor estabeleceu uma aliança com o seu povo. Uma aliança por tempo indefinido. Uma aliança perpétua, podemos dizer.

A aliança entre o Senhor Deus e seu povo é manifesta na sua relação com esse povo. É um relacionamento. Mas não qualquer relacionamento. É um relacionamento de presença, palavra e perdão.

A arca da aliança é o símbolo maior desse relacionamento. Ela manifesta a presença do Senhor. Ela revela a palavra do Senhor. Ela irradia o perdão do Senhor.

Assim, podemos falar sobre o P3 da arca da aliança: Presença, Palavra, Perdão.

“Ali – na arca – virei a ti ...” (v. 22a). A presença do Senhor se faz no “encontro” como o seu povo. O verbo “virei” significa “vir ao encontro”. O Senhor vem ao encontro do seu povo e com ele permanece. Permanece durante a travessia do deserto. Permanece na passagem do Jordão, como registrado em Josué 3.3. Permanece na destruição de Jericó, como o mesmo livro de Josué 6.11 menciona. A arca da aliança está presente nessas ocasiões e em muitas outras, como podemos acompanhar através da história do povo de Deus. Isso quer dizer que o Senhor é quem está presente nestes episódios. Uma presença abençoadora. Uma presença libertadora. Uma presença provedora.

A arca da aliança é a manifestação visível da presença do Senhor no meio do seu povo.

Para nós cristãos, temos a mesma presença de Deusa entre nós. É na pessoa de Jesus que o Senhor se faz presente. É na pessoa de Cristo que o Senhor se manifesta de forma visível.

Não é sem motivo que nossos irmãos do Novo Testamento entenderam a relação do Senhor conosco como uma “nova aliança”. Em Jesus, o Cristo, Deus renova sua aliança com seu povo. Em Jesus, o Filho de Deus, o Senhor se torna presente em nosso meio. E continua sendo uma presença abençoadora. Uma presença libertadora. Uma presença provedora.

A presença do Senhor, visível na arca, é uma presença comunicativa. É um testemunho. É uma palavra.

A arca da aliança contém a Palavra do Senhor (“... e dentro dela – da arca – porás o Testemunho que eu te darei. V.21b). A arca não apenas contém a Palavra do Senhor, como também é o próprio “púlpito” de onde fala o Senhor (“... de cima do propiciatório falarei contigo ...” v.22). O livro de Números destaca a mesma idéia ao dizer:

Quando entrava Moisés na tenda da congregação para falar com o Senhor, então ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins: assim lhe falava. (7.89)

Da arca da aliança ressoa a voz do Senhor. Um testemunho. Uma palavra do Senhor.

A presença constante do Senhor não é silenciosa, é eloqüente. O encontro do Senhor com o seu povo se dá na palavra. Seu relacionamento com seus filhos é mediado pelo diálogo ininterrupto.

Não é assim também que vemos Cristo? Não é o nosso Mestre a presença de Deus entre a humanidade? Uma presença comunicativa? O próprio verbo encarnado? O discurso mais completo de Deus aos nossos ouvidos, aos nossos corações?
Sim, Jesus é a palavra definitiva de Deus para nós. Para nós e para todas as gentes. Pois, tendo Deus outrora falado desde a arca da aliança, hoje nos fala por seu Filho Jesus, parafraseando Hebreus 1.1 e 2.

O Senhor se faz presente e sua presença é audível pela sua palavra.

Todavia, não é qualquer palavra. É uma palavra de perdão.

“... e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho ...” (Êxodo 25.22).

ropiciatório significa “lugar de expiação”, ou melhor, “lugar de reconciliação”.Lugar de onde se recebe perdão. Literalmente, podemos traduzir propiciatório por “trono de misericórdia”. Sim, trono, pois o Senhor se assenta “sobre a arca” ou “entre os dois querubins”, como podemos ler no segundo livro de Samuel 6.2:

“... a arca de Deus, sobre a qual se invoca o Nome, o nome do Senhor dos Exércitos, que se assenta acima dos querubins.”

A arca da aliança é o “trono do Senhor”. Dai o grande Rei proclama o perdão para o seu povo. Deus se reconcilia com seus servos. O Senhor estende o seu cetro de justiça. Como um pastor que estende o seu cajado para ajuntar as suas ovelhas, assim o Senhor estende o seu cetro para fazer justiça aos seus.

Assentado na arca, o Senhor proclama misericórdia, reconciliação, perdão.

Da mesma forma podemos compreender a presença de Deus entre nós em Jesus. Uma palavra de reconciliação. Paulo usa o mesmo termo “propiciação” no sangue de Jesus, em Romanos 3.25.

Jesus é a palavra de salvação do nosso Deus. Jesus é a palavra de perdão. Em Cristo, o Senhor Deus nos convida para ouvirmos sua proclamação de perdão. E a palavra do Senhor é esta: “Vinde todos, pois tenho boas novas de grande alegria. Aproximai‐vos e daí ouvidos à minha palavra de reconciliação. Achegai‐vos e aceitai o meu perdão.”

A arca da aliança revela a presença, a palavra e o perdão do Senhor. Quando o povo de Deus contemplava arca, não era um objeto que eles viam. Viam, isto sim, a presença do Senhor; ouviam a palavra do Senhor e acolhiam o perdão do Senhor.

E nós hoje, como parte do povo de Deus, contemplamos o Senhor Jesus e vemos a presença de Deus; ouvimos a palavra de Deus e acolhemos o perdão de Deus.

Este é o P3 da arca da aliança: Presença, Palavra, Perdão.

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