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INTRODUÇÃO

Com esta monografia, pretendemos defender a tese de que a ressurreição só pode ser conseqüência do martírio, isto é a ressurreição como aparece em Daniel 12.1-3 somente pode ser compreendida contra o pano de fundo do cap. 11 do mesmo livro q2eu relata o sofrimento da última hora, do qual ele é continuação.

Para defender tal ponto de vista, tentaremos esboçar a história bíblica do martírio e da ressurreição, num primeiro momento. Depois, apresentaremos as  principais teses sobre a relação entre os dois tópicos. Finalmente, analisaremos o texto de Daniel 12.1-3 procurando embasar nossa tese num trecho bíblico.

O escopo deste trabalho será limitado pelos seguintes fatores: 1º) a escolha do tema faz parte da apresentação de uma sessão do seminário de Teologia Bíblica. 2º) o texto bíblico eleito para fundamentar a idéia principal deste estudo será a base para  nossa futura dissertação de mestrado. 3º) a própria natureza desta monografia restringe a pesquisa ao esboço de alguns elementos significativos do tema não podendo, nem querendo ser exaustivo ou completo.

O método que utilizaremos neste ensaio será o descritivo-bibliográfico, onde será privilegiado o relato de leituras, pois antes de ser uma monografia, isto foi uma exposição de aula.

Algumas lacunas, perguntas e tarefas ficarão ao término deste estudo, pois por razões de espaço, objetivos e sobretudo de tempo, não aprofundaremos certos aspectos e outros nem ao menos serão mencionados. Permaneceremos, assim, dentro da proposta acima colocada.

CAPÍTULO I - HISTÓRIA BÍBLICA DE MARTÍRIO E RESSURREIÇÃO

É objetivo nosso, neste capítulo, traçar em linhas gerais, a trajetória da idéia de martírio e ressurreição através do A.T.

Devemos ter em mente que a ressurreição, no A.T., está em seu nascedouro, sendo amplamente desenvolvida na literatura apócrifa intertestamentária, tendo seu zénite canônico em o N.T., o qual não contemplaremos neste trabalho.

•    Martírio

Por martírio queremos expressar aquele conteúdo de sofrimento infligido por poderes políticos sobre as pessoas, não propriamente a concepção de “mártir”, que ganhou expressão no final do século primeiro depois de Cristo, quando muitos cristãos foram perseguidos por causa da sua fé, não que essa idéia não esteja contida no martírio já nessa época intertestamentária, mas não se impõe com significado principal.

Os textos bíblicos mais significativos relativos ao sofrimento humano são, sem dúvida, os Cânticos do Servo de Javé do Dêutero-Isaías, onde a idéia do sofredor aparece de forma meridianamente clara. O sofrimento está ligado e é conseqüência do duro tratamento recebido pelos escravos judeus no exílio babilônico. Dores intensas experimentadas pelo grupo estão refletidas no Servo Sofredor.

Tal assunto não carece de maior aprofundamento, pois já foi tratado em outra oportunidade dentro do seminário de Teologia Bíblica. Contudo, destacamos que o sofrimento infligido pelo “opressor” resulta numa busca, pelos atingidos, de uma resposta junto o seu Deus, da finalidade do martírio. E eles a encontram no motivo do cativeiro, isto é o martírio é resultado da iniqüidade do povo. Assim, a solução para uma tal situação será a libertação, o retorno do povo para a casa.

Na mesma linha de argumentação encontramos o profeta Ezequiel 37.1-14 (visão do vale de ossos secos). No mesmo exílio o profeta procura mostrar que o cativeiro não é uma situação definitiva e que Javé não esqueceu de seu povo. Por isso, não há motivo para desesperança, mesmo sob o peso intenso do sofrimento a eles imposto. O final que eles devem esperar é a restauração e o retorno à própria terra.

Ambos os textos acima têm uma perspectiva coletiva do sofrimento como conseqüência do agir ímpio do povo e nada é dito do indivíduo.

Contrariamente, o livro de Jó tematiza  o sofrimento individual do “justo” e isso é importante, pois a teologia da retribuição (bênção para o justo e castigo para o injusto) que perpassa os dois profetas retro-referidos, é aqui questionada, ou seja, Jó tenta responder ao sofrimento do justo que se mantém íntegro, mas sofre, por meio de outra teologia.

Apesar das diferenças entre a perspectiva coletiva (II Isaías/Ezequiel) e a individual (Jó), e também a diversa compreensão da origem do sofrimento, que no primeiro caso é vista como resultado do pecado e no segundo se questiona exatamente essa mentalidade retribucionista, apesar disso, tanto os profetas, quanto Jó são unânimes em ver o sofrimento como tendo sido causado por condições sociais de perda e separação. Também estão juntos ao afirmar que no decurso desta vida se sofre e nela ocorre a restauração.

Um passo adiante nesta reflexão é o livro de Daniel. Esse livro reflete, através de “vaticinia ex eventu”, o período macabaico. Suas visões são de tal; realismo que é difícil não datá-las neste período. Nelas estão estampadas com vívidas cores o grande sofrimento do último período da história que está em curso na época do autor. Tamanho martírio é testemunhado também nos livros de Macabeus, sobretudo no segundo (p. ex. II Macabeus 7).

Contudo, ambos, Macabeus  e Daniel, conhecem outro tipo de resposta ao sofrimento e morte do justo: a ressurreição. Tanto em um, quanto em outro livro é testificado que a retribuição passa além desta vida e vai ser encontrada no dia em que os ímpios e justos ressurgirão.

Mas, esse fato nos impõe um pergunta: Como a concepção de retribuição chegou ao estágio de afirmar que somente após a morte é que a mesmo se efetivará?

O que queremos com essa pergunta é verificar qual foi o ele de ligação entre as concepções do Dêutero-Isaías/Ezequiel/Jó e as concepções que encontramos em Daniel/Macabeus. Com isso já estamos no tópico seguinte.

•    Ressurreição

Analisando novamente os mesmos textos que já vimos acima, verificamos que: no II Isaías o sofrimento redunda em uma “teologia” da restauração através do perdão e perdão mediado pela morte do Servo (Isaías 53). Nada aqui  é dito sobre ressurreição ou volta à vida.

Já com Ezequiel 37 a restauração é vista como um “reviver”. São esqueletos que receberão carne e espírito e reviverão. Com toda certeza não é sobre ressurreição que o texto está falando, mas não é de todo improvável que já se tenha algum tipo de retorno à vida, alguma espécie de restabelecimento de mortos, ainda que usado aqui metaforicamente para o povo como um todo. De qualquer forma, parece evidente que o texto de Ezequiel 37 contém a idéia em “germe”.

Jó ensaia a mesma concepção no âmbito individual. Significativo é Jó 19.25-26. Esse trecho tem a mesma idéia de que o corpo (ossada) será revestida de pele e que em carne verá a Deus. Seja qual for o significado desta passagem, o certo é que a concepção de que mesmo depois da morte há possibilidade de retribuição subjaz no texto.

A diferença entre Jó e Isaías/Ezequiel consiste novamente em que estes olham deste a perspectiva coletiva e aquele, desde a individual.

Ao nos depararmos com Daniel e Macabeus, já o dissemos, encontramos uma “teologia” da ressurreição altamente desenvolvida, pois neles estão presentes as duas concepções juntas (coletiva e individual) e,  o que é mais importante, é que a ressurreição será tanto para os justos quanto para os ímpios.

Um tal salto de um estágio primitivo para outro tão adiantado não é possível. Assim, nós encontramos um texto bastante significativo, Isaías 26, que supomos ser o ele de ligação entre as duas etapas: da noção elementar de volta a vida à ressurreição propriamente dita.

Olhando para Isaías 26 descortinamos dois aspectos interessantes para nosso trabalho. Primeiro, é que o povo passa por uma situação de sofrimento por causa do pecado  (v.16) o que liga o texto à etapa anterior. Segundo, fala-se explicitamente em ressurreição, que é o elo para a fase posterior.

Convém ressaltar entretanto, que em relação ao sofrimento, o mesmo é visto como tendo caráter coletivo. Também a ressurreição tem um aspecto coletivo, porém parcial, isto é, apenas os bons reviverão.

Portanto podemos esboçar algumas conclusões:

1. Tanto o martírio quanto à ressurreição tem uma linha ininterrupta de desenvolvimento que vai do exílio em diante;

2. Martírio e ressurreição (seja em germe, seja desenvolvida) aparecem juntos em textos decisivos do período, o que indica uma relação bastante estreita entre as duas idéias;

3. Martírio e ressurreição estão sempre ligados com uma situação de catástrofe e morte, seja nacional ou individual.

Falta, nessa análise, estabelecer qual seja a relação entre essas duas “doutrinas”. Isso faremos nos capítulos subseqüentes.

CAPÍTULO II - TESES SOBRE A RELAÇÃO MARTÍRIO - RESSURREIÇÃO

Com este capítulo visualizaremos as principais teses que falam a respeito da relação entre martírio e ressurreição.

1. R.H. Charles

Em sua obra “Eschatology”, R.H. Charles traça uma história crítica da doutrina da vida futura em Israel, no Judaísmo e no Cristianismo, e é justamente ao historiar o período do Judaísmo que o autor fala de sofrimento e ressurreição.

Charles analisa fundamentalmente dois textos: Isaías 26 e Daniel 12. NO primeiro ele vê o “início” da idéia de ressurreição e no segundo seu estágio último.

Sobre Isaías 26, Charles fala que a ressurreição é uma “dupla restauração” (restaura a comunicação com Deus e com a comunidade justa). Ele não faz ligação explicita com o sofrimento, mas pressupõe, citando Ezequiel 37, que se trata de uma restauração de uma catástrofe.

Assim, a idéia de ressurreição envolveria em certa medida uma resposta à uma situação de crise.

Mais clara em afirmar a relação entre martírio e ressurreição entretanto, é a exposição que o autor faz de Daniel 12. Para ele esse texto é uma ampliação da concepção de Isaías 26., alcançando agora não só os justos, mas também os injustos.

Assim, ele pode falar que tal ampliação se deve ao fato de que a doutrina está agora mesclada com a doutrina da retribuição. Portanto, o autor conclui que a ressurreição é apenas para os “mártires” e “apostatas” de Israel  do período em questão.

2. C. Saulinier

Outra tese da relação entre martírio e ressurreição encontramos no livro “A  Revolta dos Macabeus” de C. Saulinier.

Ao tratar da “Teologia do martírio” e “Teologia da vida” a autora, em rápidas palavras, defende a idéia de que a crise macabaica é a matriz da doutrina da ressurreição.

Utilizando amplamente os livros dos Macabeus, ela sustenta que a ressurreição vem em resposta ao sofrimento  e morte do justo que permanece fiel ao seu Deus e mesmo assim sofre e morre.

Portanto, a ressurreição está relacionada com o martírio e é sua conseqüência natural na evolução da doutrina da retribuição.

3. G.W.E. Nickelsburg

Em uma reelaboração de sua tese de doutoramento “Resurrection, Immortality and Eternal Life in Intertestamental Judaism”, Nickelsburg quer responder as seguintes duas questões: Que tipo de situações e problemas tem provocado tais respostas como ressurreição, imortalidade e vida eterna? e Quais são as funções específicas destas respostas?

Depois de breve, mas profunda análise de Daniel 12.1-3, o autor responde a primeira pergunta dizendo que foi a violenta crise do período de Antíoco IV que gerou a resposta que encontramos no texto de Daniel, a saber, a ressurreição. Em relação a segunda pergunta ele afirma que a função da ressurreição é uma resposta à morte injusta, sendo a oportunidade de retribuição, tanto a justos quanto a ímpios no julgamento final quando ambos serão ressuscitados para receber sua paga.

Também Para D.S. Russel (Between the Testaments) a ressurreição é resposta à situação de sofrimento e morte. Ocasião de retribuição.

4. G.F. Hasel

Em um artigo intitulado “Ressurrection in the Theology of Old Testament Apocalyptic”, Hasel objetiva descrever a natureza da ressurreição em Isaías 26 e Daniel 12, onde conclui que  tal natureza é a ressurreição corporal. Também quer mostrar qual a função da mesma na teologia apocalíptica.

Ao verificar qual é a sua função o autor primeiramente objeta que a mesma seja uma resposta ao sofrimento/morte (retribuição). Ele a entende com a função fundamental de “manifestar a glória de Deus”.

A relação que ele vê entre martírio e ressurreição é que, a última, mostra o triunfo final do Deus da história e da vida. Assim, a ressurreição só tem relação como sofrimento a medida que é entendida como demonstração do poder de Deus em conduzir a história e restaurar a vida. Em uma palavra, a ressurreição é a manifestação da glória de Deus.

5. J.J. Collins

Em sua obra “The Apocalyptic Imagination”, Collins tem uma postura de que a doutrina da ressurreição em Daniel 12 está vinculada ao sofrimento do período macabaico. Contudo, o autor entende que ela funciona como um “sustento” aos que dão a vida pela sua religião e não que a ressurreição oportunize a retribuição, pois “Daniel está diretamente interessado com negócios políticos...” pg. 91.

Isso posto, podemos concluir das teses acima esboçadas, o seguinte:

1. Em todas elas martírio e ressurreição têm algum tipo de relação;

2. Nas teses 1, 2 e 3 a restauração é resposta ao sofrimento/morte dos justos, sendo ainda a oportunidade de retribuição após a morte;

3. A tese 4 sustenta que a ressurreição expressa a “glória” de Deus mostrando que Ele não está alheio ao sofrimento dos fiéis, mas que tem tudo sob controle;

4. A última tese afirma que a ressurreição é uma forma de “sustentar os justos perseguidos.”

Nosso próximo passo será demonstrar, com o texto de Daniel 12, nossa tese.

CAPÍTULO III - ANÁLISE DE DANIEL 12.1-3

Com este último capítulo queremos analisar brevemente o texto proposto.

O texto

Verso 1
Nesse tempo se levantará Miguel
o grande príncipe,
o defensor dos filhos do teu povo
e haverá tempo  de angústia,
qual nunca houve,
desde que houve nação
até aquele tempo,
mas naquele tempo será salvo o teu povo,
todo aquele que foi achado inscrito no livro.

Verso 2
Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
uns para a vida eterna,
outros para a  vergonha e horror eterno.

Verso 3
Os que forem sábios, pois,
resplandecerão, como o fulgor do firmamento,
e os que a muitos conduzem à justiça,
como estrelas sempre e eternamente.

•    O Contexto

Do ponto de vista da Forma, Daniel 12.1-3 é o clímax da Visão iniciada no capítulo 10. Também o vocabulário estabelece Daniel 12.1-3, como continuação lógica do cap. 11, como mostra o quadro abaixo:

 

Capítulo 12   Capítulo 11
v. 1 Nesse tempo   v. 35 tempo do fim
v. 1 teu povo   v. 33 povo
v. 1 tempo de angústia   v. 33 cairão pela espada, fogo, roubo, cativeiro
v. 2 muitos dos que dormem   v. 32 violadores da aliança e povo que conhece a Deus
v. 3 forem sábios   v. 33 os entendidos (cf. v. 35)
v. 3 os que muitos conduzirem à justiça   v. 33 os entendidos ensinarão a muitos

 

Ademais, o início de 12.1 “nesse tempo” pressupõe que se haja referido a ele (tempo) anteriormente, o que o torna dependente do cap. 11.

Ainda mais o sofrimento/morte descrito no verso 1 indica a retribuição do tempo de Antíoco IV apresentada a partir de 11.21 até sua morte em 11.45. Tempo esse de profunda crise religiosa e civil que leva os fiéis à morte.

Finalmente, mas não por último, sob o aspecto histórico-traditivo, Daniel 12.1-3 está na linha de desenvolvimento que adotou a forma literária (visão) de Ezequiel e o conteúdo (martírio/ressurreição) de Isaías 26, o que confere com os capítulos 10-11de Daniel.

Portanto, do ponto de vista da forma, do vocabulário, da história e do elemento histórico-traditivo, o trecho de Daniel, que apresenta a ressurreição, está indissoluvelmente ligado às circunstâncias de martírio descritas nos capítulos 10-11.

Portanto, é possível afirmar que a doutrina da ressurreição, aqui apresentada, deve ser vista em relação ao martírio, seja qual for o tipo de relação.

CONCLUSÃO

Nossa tese é de que a ressurreição em Daniel 12.1-3 está intimamente ligada à idéia do martírio e dele é conseqüência.

No capítulo I procuramos rastrear a história bíblica dos dois conceitos: martírio e ressurreição. Lá pudemos constatar que a partir do Exílio se desenvolve a idéia de que a restauração de situações de crise (sofrimento) se dará num reviver de mortos, primeiro usada de forma figurativa (Ezequiel 37), depois, literalmente (Isaías 26; Daniel 12).

No capítulo seguinte buscamos esboçar várias teses de autores que também crêem que há uma relação entre martírio e ressurreição. Concluímos, lá que apesar de compreensões diversas de que tipo de relação há, todos foram concordes em sustentar uma ligação não casual entre os dois conceitos.

Por fim, num passar d’olhos em Daniel 12.1-3, mostramos que esse trecho é a continuação lógica da visão iniciada no cap. 10 do qual não pode ser dissociado.

Assim, esperamos ter comprado, dentro dos limites estabelecidos, a tese de que martírio é a causa do surgimento da doutrina da ressurreição e essa, sua conseqüência.

Isso nos leva, conseqüentemente, ao encontro da perspectiva da Teologia Bíblica Latino-americana, na qual a ressurreição é o centro do Novo Testamento e nos encaminha para propor uma ampliação desse quadro dizendo que tal centro se move a partir de uma situação de sofrimento e morte que caracteriza nosso continente. E ainda nos remete à aplicar tal conceito de ressurreição aos blocos de textos vétero-testamentários e não somente ao Novo Testamento.

Permanece, entretanto, a tarefa de uma abordagem crítica da história que esboçamos no cap. I, para tentar detectar à que situações específicas de sofrimento em cada texto tal idéia de ressurreição quer ser resposta.

Como perguntas para as teses apresentadas no cap. II podemos formular as seguintes:

  1. Quais argumentos pré e contra sustentam ou não cada posição?
  2. Qual das teses faria mais jus à uma maior quantidade de textos?
  3. Em que medida cada uma delas pode servir para  a nossa situação de sofrimento hoje?
  4. Como disse, isso permanece como tarefas, pois nosso objetivo foi apenas descritivo.

BIBLIOGRAFIA

CHARLES, R.H. Eschatology. New York, Schockens Books, 1963.
COLLINS, J.J. The Apocalyptic Imagination. New York, Crossroad 1989.
HASEL, G.F. Resurrection in the Theology of Old Testament Apocalyptic. In: ZAW 92 (1980) 267-284.
LINDENVERGER, J.M. Daniel 12.1-4. In: Interpretation 39/2 (1985) 181-186.
NICKELSBURG, G.W.E. Resurrection, Immortality and Eternal life in Intertestamental Judaism. Harvard Theological Studies XXVI, London/Cambridge, Oxford University Press/Harvard University Press, 1972.
RUSSELL, D.S. Between the Testaments. London, SCM Press, 1960.
SAULNIER, C. A Revolta dos Macabeus. São Paulo, Paulinas, 1987.

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