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Resumo

Peterson nos conduz à compreensão do que ele denomina de “Orientação Espiritual”. Esclarece-nos sua natureza, seus elementos, sua ocasião entre outros aspectos que caracterizam a “Orientação Espiritual”.

No contexto atual há duas formas de ver o mundo: o grande, o destaque, o evidente; e o pequeno, o comum e oculto. Ao estabelecer essa diferenciação, Eugene mostra que a segunda forma de ver a realidade é a mais adequada à “Orientação Espiritual”.

 

Assim, ele argumenta que a “Orientação Espiritual” se constitui em ajudar as pessoas a, num encontro dialógico, perceber a ação, a graça e a misericórdia de Deus nos lugares insuspeitos e nos fatos irrelevantes.

A agenda sempre cheia e apressada dos pastores impede que muitos percebam a tarefa de “Orientação Espiritual” como a essência do trabalho pastoral. Daí Peterson chamar nossa atenção para a importância que deveríamos devotar àquilo que nos parece não ter tanta importância.

Ao enumerar as dificuldades para exercer “Orientação Espiritual” o autor destaca que devemos exercê-la no transcurso cotidiano do nosso dia. E isso exige disciplina. Disciplina para perceber e agir como Orientador Espiritual dentro dessas situações. Perceber o óbvio, nomear o que é individual.

Para ser esse Orientador Espiritual, diz Eugene Peterson, é preciso se abrir à vida comum e aos relacionamentos pessoais. Uma abertura sincera e sensível, desarmada de pressupostos e dogmatismo.

Aliás, são exatamente essas atitudes que o autor critica ao apresentar o caso dos “Pastores de George Fox”. A teologia, o dogmatismo, a ortodoxia, a ortodopraxia como atitudes de Orientadores Espirituais tornam-se obstáculos às suas tarefas.
O antídoto para tais atitudes prepotentes, na opinião de Peterson, é o cultivo de algumas atitudes contrárias: Vigilância – estar pronto para me surpreender com a pessoa orientada; Ignorância – consciência que não sou onisciente; Oração – saber que as pessoas querem se relacionar com Deus. Contudo, Eugene magistralmente pondera que o Orientador Espiritual deve, necessariamente, ser um orientando. Quem quer exercer a tarefa de Orientador Espiritual deve, também, ser orientado.

Conceitos chaves ou ideias centrais do texto

Destaco o seguinte conceito fundamental no texto: “Deus se manifesta de forma surpreendente escondido da vida diária”. Pois é a partir e sobre essa noção que o autor elabora toda a sua reflexão.

Assuntos importantes que são desafios para a sua vida e ministério

Impressionou-me o vigor e a insistência com que o tema da “Oração” sempre está presente. A exortação de cultivar a predisposição para orar, sobretudo.

Divergências ou discordâncias com o texto

Não me ocorre divergir de Peterson, pois encontrei em suas ideias um veículo para expressar meus sentimentos em relação aos assuntos tratados. Concordemente com Eugênio eu insisto em uma linguagem “Imaginativa”. Uma linguagem que expresse o “humano” e capte as nuances de “ser humano”.

Três questões suscitadas no próprio texto ou inferidas dele. Nomeio as questões como: 3 As: 

1. Ativismo: agenda sobrecarregada dos pastores. Penso que uma questão crucial para nós pastores da IPIB é a sobrecarga de atividades. Não que elas sejam imprescindíveis, mas por serem, exatamente, dispensáveis.

2. Altivez: atitude de onisciência individualista. Creio que somos, em grande parte, altivos em relação à nossa necessidade de aprendizagem e companhia. Não nos sentimos confortáveis para buscar relacionamentos pastorais e pessoais que nos acrescentem aquilo que necessitamos.

3. Autenticidade: tendência acentuada mais ao glamour do que ao anonimato. Suspeito que nosso desejo de estar em evidência mascara muito do que somos realmente. Pois essa necessidade pessoal impede, muitas vezes, de sermos o que realmente somos.

Portanto, entendo que essas questões são relevantes para o desenvolvimento do ministério pastoral na IPI do Brasil.

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PETERSON, Eugene H. A Orientação Espiritual. In: PETERSON, Eugene H. Um Pastor Segundo o Coração de Deus. Rio de Janeiro: Textus, 2000. 135-182.

Relatório para a Educação Continuada de Ministros da IPIB

São Paulo
Setembro – 2009

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