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cristofani no poco da exaustao salmo 130

Das profundezas clamo a ti Senhor! Salmo 130.1

Chegar ao fundo do poço é uma experiência bem humana. Sentir a fria água submergir o corpo e a alma. Tocar a lama que atola o pé e o coração. Sim, bastante humana essa experiência. Do fundo do poço só podemos ver a fraca luz que vem do alto. Porém, aos poucos, nem essa tênue luz podemos enxergar. E por quê?

 Ao sermos lançados no poço, nossa primeira atitude é tentar sair daí. Miramos a boca do poço e iniciamos uma luta corporal intensa e inglória. Cravamos nossas unhas nas paredes do poço e tentamos subir. Todavia, escorregamos de volta, machucados e com escoriações. Travamos uma batalha insana a custa de muita dor e gemidos. Empregamos todas as nossas forças e energia na inútil tarefa de sairmos do poço por conta própria. E nos quedamos exaustos, sem forças, quase desfalecidos. Nosso ser padece. Nos cercam o frio, a escuridão e a solidão. Estamos irremediavelmente à mercê das forças que nos impedem de alcançar a borda do poço.

Ainda nos resta, entretanto, que alguém venha tirar água deste poço. Esperança que alguma pessoa passe beirando o poço e ouça nosso pedido de socorro. Boa ideia, parece. Pode dar resultado. Então começamos a gritar desesperadamente por ajuda. Alguém me tire daqui! Help, me ajudem! Eu estou aqui embaixo. Aqui no fundo do poço. Ah, se ao menos qualquer me ouvisse. Mas que nada, os gritos parecem não atingir o topo. Lá fora ninguém ouve. E o clamor ressoa pelas úmidas paredes de barro e caem em silêncio nas águas profundas.

E daquela voz que gritava, agora só podemos ouvir um som rouco e abafado, quase um sussurro inaudível como a voz dos pensamentos. E nos prostramos exaustos outra vez. Ao corpo cansado e machucado se junta o espírito quebrado e enfraquecido.

A pouca luz que podíamos ver no alto do poço foi-se juntamente ao dia. E a noite dominou lá fora, aqui dentro e dentro de nós. Trevas, escuridão, silêncio rompido apenas pelos esparsos espasmos de alguém dilacerado pela dor do abandono. Nossa vida, ao que tudo indica, sucumbirá aqui no fundo deste poço, que nos servirá, por certo, de sepultura. É o fim. A exaustão se apoderou de nós. Sem forças e sem ajuda não há mais nada que possamos fazer. Acabou.

Então, como num delírio de quem chegou ao fundo do poço, sentimos uma mão tocar nosso ombro. Assombrados, ouvimos uma voz a sussurrar com suavidade as palavras: “Não temas”. Sem condições de ter sobressaltos, paralisados pela surpreendente presença, sentimos Deus ao nosso lado. Quem poderia suspeitar de tal companhia, logo aqui no fundo do poço?!

Lançados no poço da exaustão, ainda ai não estamos abandonados. Nosso Deus está conosco.

O grande esforço que desprendemos para sair dessa situação de “fundo do poço”, só nos causou ferimentos e cansaço. Esperar que alguém nos tirasse daí também se mostrou inútil, pois o socorro humano nem sempre vem e, quando vem, não chega a tempo.

Quando você se encontrar no fundo do poço, cansado fisicamente, abatido emocionalmente, exausto espiritualmente creia que o Senhor está com você. Espera Nele, mais que os guardas pelo romper da manhã. Ele não o abandona jamais, não o deixa só nenhum segundo sequer. Você não o encontrará na borda do poço ou passando por perto. Não. Mas junto com você no fundo do poço, lá onde Ele o possa socorrer.

Lembre-se e creia: No fundo do poço da exaustão Deus está com você.

Bendito seja o Senhor hoje e para todo o sempre amém!

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