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E Maria guardava todas estas palavras, meditando-as no coração... E sua mãe guardava todas estas coisas no coração. Lucas 2.19 e 51

E lá se vai nossa menina para a aventura da vida. Lá se vai nosso menino conquistar o seu mundo. Nossos filhos crescem e voam do ninho. Agora eles estão por conta própria. Determinam seus rumos, vislumbram seus horizontes. E nós pais aqui parados olhando felizes por eles.

segredos de uma mae maria

E certamente a mãe sente muito mais a partida dos filhos. Parece-me óbvio, pois os acalentaram em seus sonhos de mãe. Os gestaram em seu ventre quente. Os amamentaram no aconchego de seus peitos. Os ninaram no regaço de seu colo. Os tomaram pelas mãos em seus primeiros passos. Os ensinaram as primeiras palavras que balbuciaram. Os abraçaram nas noites de relâmpagos e trovões.

São as mães as que mais padecem com o voo dos filhos. E algumas continuam a padecer quando eles tomam rumos indesejáveis. Quando os seus eternos pequerruchos trilham vielas tortuosas. Quando seu menino atalha por um desvio sombrio. Quando sua bonequinha entrega-se a uma vida diferente daquela para ela sonhada.

E um pesado fardo que as mães carregam em segredo se revela quando elas, diante da decisão dos filhos de viverem ao seu modo, se perguntam culpadas: Onde foi que eu errei? Há muito sofrimento em cada palavra dessa frase. Há dolorosos questionamentos em cada letra de cada palavra desta pergunta: Onde foi que eu errei?

Mães, mães, mães! Até quando arrastareis estas pesadas correntes da culpa? É certo, como a luz que nos ilumina, que nenhuma mãe sonha o pior para os seus filhos. E por não desejarem nada de mal para eles procuram sempre fazer o melhor. Empenham suas vidas para que seus pequenos tenham um bom futuro. Gastam e se deixam gastar pelo bem estar dos rebentos.

Nenhuma mãe quer ver o filho sofrer bullying ou ser acusado injustamente ou ser perseguido por causa das suas convicções ou preso, torturado e crucificado. Tampouco Maria queria isso para o seu amado filho.

Porém, aos pés da cruz, em lágrimas, em sofrimento profundo e desumano, diante da crueldade e injustiça humana essa mãe contemplava seu menino padecendo. Mãe que vê seu filho morrer por uma causa que ele mesmo escolheu.

E num relance nossa memória nos leva de volta para o início de tudo. Lá bem no começo quando Maria ainda tinha o menino nos braços, achegado ao seu colo. De volta a um tempo quando a mãe daquela criança ouviu dos pastores muitas palavras e a todas guardava em segredo em seu coração de mãe. Palavras nas quais ela meditava sempre.

E ainda nos primeiros dias de recém-mãe, Maria escutou a trêmula voz de Simeão a discorrer sobre a vocação daquele menino. E atenta à rouca voz de Ana a profetizar a respeito de seu pequeno, Maria a tudo escondia como a um tesouro no interior de sua alma.

Desde muito cedo Maria tinha claro em sua mente e coração que seu filho era, antes de tudo, o filho de Deus, como todos nós o somos em certa medida. E que por isto ela deveria educar o seu bebê para viver uma vida diante de Deus. Educá-lo para ser um servo dedicado e obediente do Altíssimo. E ela fez de tudo, das tripas o coração, para que seu guri tivesse o melhor e mais reto encaminhamento na vida do Reino de Deus.

Ali diante da cruz Maria sofria, mas certamente não sofria por fazer a pergunta: Onde foi que eu errei? O mais correto de se imaginar é que ela ainda guardava todas as palavras que haviam sido ditas acerca do seu menino. E tinha a mais absoluta convicção de que tinha feito o seu melhor em relação ao fruto do seu ventre.

Não vai me dizer que com Maria as coisas foram diferentes por ela ter sido a mãe do Salvador. Pois, conquanto seja isso um fato inegável, tão inegável quanto isto é o fato de ela ter sido mãe. E como mãe passou por tudo o que uma mãe passa para criar seu filho. Com uma diferença, é claro. Maria, como muitas outras mães, sabia que deveria criar o seu filho para Deus.

Desta forma, mamães, tendo criado seus filhos para o Reino de Deus, mesmo que eles ainda não se ocupem dele, vocês não têm porque carregarem a culpa pelas escolhas que eles fizeram. Afinal de contas a vida foi dada a cada um como um dom divino. E cada um faz ou fará dela o que bem lhe parecer.

A nós mães cumpre-nos o dever do amor de criamos nossos filhos no temor do Senhor. Cumpre-nos, também, crer esperançosamente na palavra do Senhor que afirma que ainda quando forem velhos não se desviarão dos caminhos nos quais foram educados.

Assim, para que todos nós tenhamos um feliz Dia das Mães sempre, eduquemos nossos filhos para o Reino de Deus, assim como Maria. E deixemos o fardo “Onde foi que eu errei?” aos pés da cruz. Estes são os segredos de uma mãe!

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