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A vida em sua plenitude não precisa ser perfeita, precisa sim, ser completa.
                                                                    Carl Gustav Jung

Introdução

A pergunta – “Que mundo deixaremos para os nossos filhos?” – deve ser complementada pela pergunta – “Que filhos deixaremos para o nosso mundo?”. São dois lados de uma mesma e indivisível questão. Elas se complementam. Implicam-se mutuamente. A resposta para uma delas, somente será pertinente se responder a ambas de uma só vez.

Que filhos deixaremos - Dr. Cristofani

A sustentabilidade do planeta implica necessariamente na sustentabilidade da pessoa humana. A preservação da espécie humana depende obrigatoriamente da preservação do planeta. Um sem o outro, nada feito.

Eu, particularmente, prefiro trocar as duas perguntas por uma afirmação: O mundo que deixaremos para os nossos filhos dependerá em grande medida dos filhos que deixamos para o nosso mundo. Tomo esta expressão emprestada a Federico Mayor Zaragoza, ex-diretor da UNESCO. Leiamos a frase em seu contexto:

O mundo que deixaremos para os nossos filhos dependerá em grande medida - como gosto de repeti-lo - dos filhos que deixamos para o nosso mundo. De sua capacidade de discernimento, sem influências alheias; de sua força criativa; de sua vontade para ir à contravento dos interesses a curto prazo e a mentira. Dependerá de se aprenderam a ser, a partilhar, se rebelar e não aceitar o inaceitável, a defender sempre suas vidas, a não atuar nunca pela força, - e esta educação para um futuro menos díspar, mais humano, é nossa responsabilidade. Não se pode aprender para o futuro se não educamos para o futuro. E educar para o futuro implica em ser vigias, sentinelas da alvorada. Implica educar com o exemplo. Com a pedagogia do amor. (Federico Mayor Zaragoza, Educación y Desarrollo – Aprender para el Futuro, Fundación Santillana, Madrid, 24 de noviembre de 1995)

Ao transformar as perguntas em uma afirmação abra-se a possibilidade de uma ação concreta. As perguntas exigem repostas. As afirmações pedem ações. A palavra de Federico Mayor, posta no contexto, exibe um desdobramento educacional concreto, uma ação educativa responsável.

A ação educativa necessária ao enfrentamento das demandas humanas, sociais e ecoplanetárias deve ser corajosa. Deve ter a coragem de romper com determinados paradigmas e ter a mesma coragem para retomar outros paradigmas descartados como obsoletos.

Na sociedade pós-moderna há exigências de todo tipo. Há exigências de competências e habilidades. Há a necessidade de pessoas que saibam, não apenas fazer, mas que se conheça. Pessoas que saibam se relacionar, viver em grupo, trabalhar em equipe.

De igual modo, no plano da espiritualidade há uma grande carência de seres humanos capazes de olhar o futuro com esperança. Pessoas que sejam capazes de cultivar uma espiritualidade saudável e consistente. Capazes de relacionar o plano transcendente com o imanente, o invisível com o visível.

Enfim, o que se espera de um processo educativo é que ele seja capaz de contribuir na formação do ser humano. Ser dotado de competências e habilidades que o ajude a estabelecer os nexos entre o saber e a sabedoria. Um ser apto para estabelecer as interconexões entre o conhecer e o fazer. Entre o conhecer-se e conhecer o outro, não como outro e estranho, mas como o semelhante com quem pode se relacionar e conviver.

Educação Cristã – O Caminho

É nesse panorama complexo que incluo a Educação Cristã e Religiosa. Creio que a educação cristã pode e, porque não dizer, deve dar sua contribuição no fomento a uma prática educativa transformadora.

Falo daquela educação pautada por princípios que regem o Reino de Deus. De uma educação que persegue, incansavelmente, os ideais evangélicos. Entenda bem, “evangélicos” no sentido dos registros do Evangelho de Jesus. Penso na educação que acalente a esperança de um ser humano melhor, não melhorado, mas transformado naquilo que ele pode ser à imagem Daquele que o criou. Imagino aquela educação que busque, com determinação, a compreensão da pessoa através dos critérios propostos pela vida do Mestre dos mestres.

A Educação Cristã, como disciplina e como prática, tem um papel fundamental na formação de pessoas “do bem”, como dizem nossos alunos. Para desempenhar este papel, é importante compreender a tarefa que nos está reservada. É preciso ter claro que a Educação Cristã é um caminho possível e necessário para a construção de um ser humano completo.

Aqui novamente cabe bem a afirmação de Federico Mayor – O mundo que deixaremos para os nossos filhos dependerá em grande medida dos filhos que deixamos para o nosso mundo. – pois depende do quanto acreditamos na educação, particularmente a cristã, para a formação dos nossos filhos.

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