JR.Cristofani

JR.Cristofani

Doutor e Mestre em Teologia | Especialista em Educação e Novas Tecnologias.

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Segunda, 14 Março 2016 12:13

Abatidos, sim. Abandonados, não!

o teu deus onde esta

De como veio a mim esta Palavra do Senhor.

Pela janela do meu escritório, enquanto labutava nos meus afazeres diários, observava uma retroescavadeira demolindo uma casa para dar lugar à outra construção. Desde a manhã daquele dia até a tarde do mesmo dia, o que era um lar de paredes sólidas tornou-se, ao final da tarde, um monte de escombros. Entre a nuvem de poeira, os tijolos, o concreto, a argamassa, o ferro retorcido eram uma montanha de ruínas. Eu estava olhando aquela cena e enquanto eu atentava para ela, veio a mim a seguinte palavra do Senhor:

Em meio à nebulosidade do caos, quando desmoronam todas as certezas, e caem por terra todos os marcos, e a confusão se estabelece em todo lugar, então a fé abalada, a esperança perdida, a decepção e a frustração se instalam até os fundamentos mais profundos do nosso ser. Nessa situação a pergunta que ecoa dos escombros se faz ouvir com meridiana clareza: O teu Deus, onde está? (Salmo 42.3 e 10).

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Quinta, 03 Março 2016 11:08

A queda de Deus pelas crianças

deus prefere as criancas

Deus, dentre seus filhos, tem uma predileção pelos pequerruchos.

Por que essa queda de Deus pelas crianças?

Por causa da inocência delas? Devido à sinceridade delas? Em razão da pureza delas? Graças à docilidade delas? Seria motivado pela obediência delas? Sua fragilidade, talvez? Que tal a vulnerabilidade delas? Ou por obra da dependência delas? Quiçá seria em virtude da espontaneidade delas?

Dentre todas as características de uma criança, qual ou quais delas pode ou podem ser consideradas motivo para essa preferência que Deus insiste em afirmar que tem pelos pequenos?

Ou não seria Deus motivado por qualquer uma delas, apenas pela sua graça ou decisão de sua vontade? Ou a graça ou a vontade de Deus não tem outra motivação, externa no caso, a não ser aquela interna que nós chamamos de amor? Uma e outra, em todo caso, não ofusca o fato de Deus ter como preferidos os miúdos.

As sagradas letras nos trazem à memória lembranças de Moisés no cesto de vime à deriva no Nilo; de Samuel nas orações e lágrimas de Ana; do clamor, lamento e choro amargo em Ramá pelos infantes; de Jesus menino em fuga para o Egito; das doces palavras do Mestre ao dizer deixai vir a mim os petizes; e de tantas outras histórias espalhadas aqui e acolá, dentro e fora do santo livro.

Parece um fato por si só, visto em toda a Escritura, essa queda de Deus pelos infantes. Sem dar maiores explicações, o livro sagrado está salpicado de comparações envolvendo crianças. Ele está recheado de linguagem infantil, no sentido de que chama a atenção do leitor e da leitora para o mundo da criança que, diga-se categoricamente, serve aos propósitos divinos na comunicação de sua vontade.

Além disso, bambinos são mencionados em narrativas paradigmáticas carregadas de toda sorte de sentimentos e de esperanças que a figura emblemática da meninada evoca sem a necessidade de grandes explicações e descrições.

E não se esgota por aí o protagonismo infantil na história da salvação. A Bíblia dá conta de um Deus que tem tanta predileção pelas crianças, que só lhe resta tornar-se uma: E o verbo se fez curumim.

Tem essa predileção de Deus pelas crianças um caráter profético? As prefere, pois se sabe criança em qualquer momento da história?

A queda de Deus pelos pequeninos e seu mundo o leva a experimentar essa condição e esse universo. E ele o vivencia em toda a sua plenitude: imerso no líquido amniótico, umbilicalmente ligado à sua mãe, protegido no ventre de Maria. Ele experimenta as agruras do parto, o calor do colo, a delícia da amamentação, o choro, a cólica, o riso. E ainda os primeiros passos, o balbuciar dos sons e palavras iniciais. Deus experimenta a infância na sua inteireza.

Deus prefere os pequeninos. E o verbo se fez bambino!

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Sexta, 05 Fevereiro 2016 05:28

Daniel no Palácio da Alvorada

daniel palacio alvorada

Resolveu Daniel firmemente não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia. (Daniel 1.8)

Suspeito que essa recusa de Daniel em não se contaminar vá muito além de interditos de pureza ritual. Proponho que essa firme decisão de Daniel seja uma recusa de não participar dos banquetes decisórios, quando, embriagados pelo poder e pelo vinho, os conselheiros e sábios recomendam ao rei que decrete e pratique injustiças, perverta o direito, mate inocentes etc.

Vale lembrar o fato de que Belsazar banqueteia-se com os utensílios que foram pilhados do templo dos cativos (Daniel 5.2,23). Em torno da sua mesa estão os seus ministros de estado, conselheiros, sábios, concubinas e demais frequentadores do palácio. E, diga-se de forma clara, que é nesses jantares que eles tramam e deliberam contra a vida de Daniel e seus amigos.

Penso que, mesmo Daniel frequentando a escola de diplomatas do reino, nem de longe ele quer dar a entender ao rei que fará tudo quanto o soberano ordenar. Não, de jeito nenhum! Há um limite estabelecido e bastante claro, sinalizado pela recusa de Daniel, de que ele não manterá "comunhão de mesa" com pessoas ardilosas, nem agirá como as tais.

Por isso, no meu entender, a intransigente recusa de Daniel em não se contaminar deve ser aquilatada para muito além da questão da pureza ritual, ainda que este seja o primeiro sentido manifesto no texto. A julgar pelo restante do livro, podemos sustentar a ideia de que Daniel não irá partilhar dos conchavos e armações que se desenrolam nos banquetes e jantares palacianos.

 

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Segunda, 14 Setembro 2015 11:02

Orientação Espiritual: Eugene Peterson

orientacao espiritual

Resumo

Peterson nos conduz à compreensão do que ele denomina de “Orientação Espiritual”. Esclarece-nos sua natureza, seus elementos, sua ocasião entre outros aspectos que caracterizam a “Orientação Espiritual”.

No contexto atual há duas formas de ver o mundo: o grande, o destaque, o evidente; e o pequeno, o comum e oculto. Ao estabelecer essa diferenciação, Eugene mostra que a segunda forma de ver a realidade é a mais adequada à “Orientação Espiritual”.

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Quarta, 09 Setembro 2015 09:23

Predestinação - Novo e-Book

Predestinação: Predestinados para sermos à imagem de Cristo

predestinacao

Este trabalho sobre Predestinação eu escrevi como exigência para a conclusão do meu curso de Teologia no SPS - Seminário Presbiteriano do Sul da IPB em 1986. Já faz tempo!

Por isso, conservei a grafia, a metodologia da época para registro histórico, pelo que você leitor e leitora devem me perdoar, também aos erros aqui e acolá, que porventura ainda persistem.

Abordei o tema da Predestinação sob o ponto de vista histórico, teológico e exegético. Como todo “calouro” conclui o trabalho propondo um “acréscimo” à Confissão de Fé de Westminster. Mas não se assuste, apenas o acréscimo do texto bíblico que eu tratei aqui.

Portanto, este e-book é a recuperação de um texto, que reflete um tempo e um modo, já passados, de eu fazer teologia.

Desejo uma boa leitura.

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Num livro que não aparece o nome de Deus, encontramos uma nota sobre sua pessoa. Cântico dos Cânticos 8.6c traz uma abreviação do nome de Deus ligado ao amor:

"... as suas brasas são brasas de fogo,
são veementes labaredas de Adonai."

 

Veja também:

Como uma única letra muda o significado de um livro!

É paixão, não ciúmes! Cântico dos Cânticos 8.6b

 

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Cântico dos Cânticos 8.6b deve ser traduzido por "paixão" e não "ciúmes" como fazem algumas bíblias.
Isso por causa do paralelismo sinonímico da frase anterior:

porque o amor é forte como a morte,
e resistente como a sepultura a paixão.

 

Veja também:

Sobre como "Salomão" trata as mulheres
Amor e Paixão são labaredas do Senhor

 

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Homilia Cantico dos Canticos 8.6 7 Pastor Cristofani

O Cântico dos Cânticos não é DE Salomão, nem PARA Salomão, mas SOBRE Salomão. Isto é, o Cantar dos Cantares é uma veemente crítica ao modo como “Salomão” trata o amor, as mulheres e como ele interfere numa relação a dois.

 

Veja também:

É paixão, não ciúmes! Cântico dos Cânticos 8.6b

Amor e Paixão são labaredas do Senhor

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No Evangelho de Marcos a palavra “filho” (huios – em grego) ocorre 35 vezes. Sete dessas ocorrências são bem especiais. Elas são especiais por vários motivos. Cito três deles: Primeiro, porque o termo “filho” vem acrescido de algum qualificativo; Segundo, porque a palavra “filho” aparece em confissões sobre Jesus; Terceiro, porque essas confissões estão em lábios diversos.

Cristo: 7 vezes filho - Reverendo Cristofani

As sete vezes que o segundo Evangelho usa o vocábulo “filho” e acrescenta um qualificativo são:

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Qual a sua serpente de cada dia?

serpente nossa cada dia

"A serpente nossa de cada dia: Educando os ouvidos" é uma reflexão sobre nossa condição de enfrentamento com o mal. Há três atitudes em relação à essa condição: 1. Fingir que ela não existe; 2. Mantê-la distante; e 3. Educar os ouvidos. Esta última possibilidade nos ajuda a enfrentar a sedução da serpente, interna e externamente.

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As Parábolas de Jesus
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