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ha quem prefira os porcos no que nao

Outro dia, escrevi sobre esse mesmo texto de Marcos afirmando que os cidadãos de Gerasa (Gadara?) preferiam os porcos a Jesus. Quero retomar a mesma narrativa Marcana, pois nela há outra perspectiva que gostaria de partilhar com você.

A ocupação romana em toda a região pela qual Jesus passava era uma realidade incontestável. Essa presença se dava, massivamente, pelas tropas de soldados romanos. Esse poderoso exército tinha uma divisão básica que contava entre mil a seis mil integrantes, chamada Legião.

Quando Jesus pergunta ao espírito imundo qual é o seu nome, prontamente ouve: “Legião é meu nome, porque somos muitos.” (Marcos 5.9).

Some a isso o fato de que o Evangelho de Marcos foi escrito e dirigido, preferencialmente, aos romanos e você começará a ter uma clara noção de como esse episódio dos porcos poderia soar aos ouvidos daqueles dominadores.

Uma crítica política e ideológica perpassa todo o registro evangélico. Uma bomba social imersa nessa narrativa pronta para explodir.

Legião tomava a vida das pessoas, que ficavam possessas pelo poder exercido sobre elas. Essa possessão levava essa gente à loucura, as lançava para longe do convívio social e familiar, tirava-lhes as roupas do corpo, como se pode ver no homem do qual Jesus expeliu os espíritos imundos.

Legião tomava posse da terra e do país e, em nome da “pax”, cobrava um alto tributo dos cidadãos possuídos e não estava disposta a sair dali, como se pode ouvir em suas próprias palavras dirigidas a Jesus: “Não nos mande para fora do país.” (Marcos 5.10).
Legião queria, a todo custo, continuar ocupando Gerasa (Gadara?) e a vara de porcos era a oportunidade perfeita para permanecer ali: “Manda-nos para os porcos, para que o possuamos.”  (Marcos 5.12). E tendo se apossado daqueles animais, os levaram para o precipício e à destruição.

Os porqueiros repelem Jesus e ficam com a Legião. Melhor não se meter com essa gente que tem armas na mão. Se querem paz em sua cidade, melhor não tentar expulsar a Legião, pois ela vai cobrar um caro por isso.

A crítica política e ideológica desta narrativa de Marcos consiste em nomear um espírito perturbador de Legião, chamá-lo de imundo e expulsá-lo do país que ocupa, afirmando, assim, uma outra autoridade: a do Rei do Reino de Deus.

Deste ponto de vista, os suinocultores não preferem os porcos, preferem, sim, os romanos que, apesar de enlouquecer algumas pessoas, ocupar o país, mantêm a “pax”, que permite a uma parcela da sociedade tocar seus prósperos negócios.

Imagine você agora: um cidadão romano lendo o Evangelho de Marcos e se deparando com essa narrativa do geraseno. Uma verdadeira bomba, não é mesmo?

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