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Reflexões do Dr. CristofaniA Razão de me Emocionar ao ler a Bíblia é poder Imaginar o texto, Intuir as sensações presentes nele e contar com a Inspiração do Espírito Santo. (REI3 = Razão, Emoção, Imaginação, Intuição e Inspiração)

Queremos sempre compreender a Palavra de Deus. Entendê-la é bom. Quando conseguimos captar o sentido de um trecho da Bíblia, este se torna para nós uma experiência intelectual enriquecedora. Acrescenta-nos conhecimento. Provoca nossa razão. Instiga nossos pensamentos. Sim, obtemos maior entendimento racional da Bíblia.

Ler a Bíblia racionalmente é uma boa herança da Reforma Protestante que, embalada pela razão cartesiana, enfatiza a necessidade de aplicar nossa racionalidade à compreensão das Escrituras. Está bem assim.

Entretanto, a constituição da pessoa no Antigo Testamento no ato da criação mostra que somos criaturas complexas. Somos compostos de diversos elementos que se organizam em uma estrutura indivisível. Elementos que são interdependentes e não vivem um sem o outro e não possuem um contorno definido. Não há uma fronteira entre os aspectos racional, emocional, imaginativo, intuitivo e inspirativo.

Atuam juntas e de forma inter-relacionadas a razão, a emoção, a imaginação, a intuição e a inspiração. E não podem ser separadas. Não podemos reduzir nossa constituição complexa a um desses aspectos.

Não há como olhar para uma flor apenas com a razão sem sentir a emoção que ela provoca em nós, sem que imaginemos um buquê de flores, sem que intuamos o encantamento que nos envolve e sem que nos inspiremos poeticamente.
Não! Isso não é possível. Como não é possível ler um texto bíblico apenas com a razão.

Uma vez que ativamos nossa racionalidade para ler a Bíblia e compreendê-la, é bom que ativemos todo nosso ser como um todo único e nos deixemos surpreender pelas nossas emoções, pelo poder da nossa imaginação, pela força da nossa intuição e pela beleza da nossa inspiração.

É mais ou menos isso que significa “de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento, de toda a tua força.

Ao lermos um trecho do Primeiro ou do Segundo Testamento, isto é do Antigo ou Novo Testamento, nossa estrutura complexa é posta em movimento. Um movimento em direção ao significado também complexo do texto, porque a Palavra de Deus é para todo o nosso ser. Um movimento em direção à nossa razão, que nos dá a compreensão das razões do texto. Um movimento em direção às nossas emoções despertadas pela humanidade do texto. Um movimento em direção à nossa imaginação que vislumbra os sonhos e esperanças do texto. Um movimento em direção à nossa intuição que percebe as intenções do texto. Um movimento em direção à nossa inspiração que capta as motivações do texto.

Sim, simples assim. Um ser complexo em um movimento simultâneo de todos os elementos que o constitui desde quando criado pelo Criador.

Uma ilustração do REI3

6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e resistente como a sepultura, a paixão; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas de Javé.  7 As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado. (O Mais Sublime dos Cânticos ou Cântico dos Cânticos 8.6-7).

Quando leio esta conclusão do livro “Cantares de Salomão” todo o meu ser se comove em um movimento simultâneo.

Ao ler este texto, de imediato minha razão pergunta pelo significado dessas palavras. Claro, ela quer compreender o sentido. Procura captar cada uma das palavras que, juntas, formam o significado do texto. Para minha razão não é difícil entender que o amor não pode ser comprado por nenhuma quantidade de bens materiais e que, quem se atreve a fazê-lo só recebe desprezo e não o amor esperado. Compreende rapidamente também, que ai reside um aspecto, talvez o maior, da força do amor, em não se deixar comprar ou se tornar mercadoria de troca ou objeto que possa ser adquirido por dinheiro.

Entretanto, ao mesmo tempo em que meu lado racional está em movimento, procurando entender, meu lado emocional vai junto, na mesma toada e busca sentir o texto. Minhas emoções afloram dentro em mim espontaneamente diante da força emotiva que brota da passagem bíblica que tenho diante dos meus olhos e coração. Sinto a emoção das palavras “põe-me como selo sobre o teu braço e coração”. É possível quase sentir o toque deste verso, assim como um arrepio que estremece o ser e levanta os poros. Há um toque de emoção que provém desses versos, pois foram tecidos com paixão e alinhavados com sentimentos de amor.

Todavia, o movimento que arrasta a minha razão e a minha emoção durante a leitura desse poema, leva junto minha imaginação. A atmosfera de beleza que flui do texto me leva a imaginar a cena que a passagem descreve. Posso, ao fechar os olhos, vislumbrar uma pele morena tatuada com o nome do amado ou o nome da amada. Posso visualizar uma corredeira de águas que espumejam e arrebentam nas pedras que há no percurso. Posso imaginar que essas pedras são o amor que “os rios não podem afogar”.

E tem mais: a torrente caudalosa deste movimento único e simultâneo, como “as muitas águas”, que está acontecendo durante minha leitura, carrega junto a minha intuição. Para além daquilo que posso entender, sentir e imaginar, posso também intuir uma mensagem. Intuir que o amor é divino, um dom dos céus, pois é uma faísca de Javé que se transforma em uma “veemente labareda”. Minha intuição me coloca face a face com o encantamento da poesia que emana de corações que amam e exaltam a vitória do amor sobre seus inimigos. Intuo que a força do amor se faz no entrelaçamento dos seres apaixonados.

Mas não acabou. Há ainda a inspiração que joga suas águas nessa corrente que vai se derramando sobre a passagem bíblica enquanto a leio. A passagem me inspira. Inspira-me a uma atitude de respeito em relação ao amor. Inspira-me a uma atitude de entrega à pessoa amada. Inspira-me a uma busca de um amor assim tão divino na pessoa humana. Inspira-me, enfim, a viver um amor tão belo e forte, que nada pode destruí-lo.

Assim, minha leitura de Cântico dos Cânticos 8.6-7 põe em movimento todo o meu ser de maneira que minha razão, minha emoção, minha imaginação, minha intuição e minha inspiração explodem de uma vez e tenho uma experiência única e total com o texto bíblico.

Agora posso não apenas perguntar: Entendi o texto? Mas posso perguntar também: Senti o texto? Imaginei o texto? Intui o texto? Inspirou-me o texto?

Acho que ainda há outros elementos do nosso ser, além do REI3, que participam deste movimento enquanto lemos a Escritura. Descubra-os!

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