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Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo. Mateus 23.13

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Parece um pouco assustador chamar Jesus de hacker. Mas vamos com calma. Hackers são pessoas do bem. Os “white hat”, como são conhecidos, prestam um mega serviço para todos nós usuários de sistemas de computação. Hackers merecem o nosso respeito e admiração pelo que são, pelo que fazem e como fazem.

Para amenizar um pouco mais o espanto de chamar Jesus de hacker vou fazer uma diferenciação mais que necessária. É que muitos de nós confundimos hackers com crackers. Os crackers sim são pessoas do mal. Os “black hat” botam medo. São esses que invadem computadores com todas as piores intenções. Eles causam muitos danos aos sistemas, roubam dados, violam senhas, enviam vírus, trojans, criptografam dados etc. Os crackers não merecem o nosso respeito nem admiração pelo que são, pelo que fazem e como fazem.

 

Acho que agora ficou um pouco menos chocante o título desta reflexão.

Ok! Então vamos em frente. Afinal de contas, Quem são os hackers? O que fazem? Como fazem?

Quem são os hackers? Os hackers são programadores hiper treinados em sistemas de computação. Eles são profundos conhecedores das linguagens de programação e do ambiente no qual os sistemas são implantados. Eles têm habilidades para decifrar códigos, scripts, algoritmos etc. Eles são dedicados e obstinados naquilo que fazem.

O que os hackers fazem? Bem, os hackers são devotados à grande tarefa de encontrar vulnerabilidades dentro de um dado sistema. Eles procuram por brechas na segurança, falhas de proteção, que possam comprometer um determinado sistema.

Ao descobrirem alguma vulnerabilidade em um sistema, os hackers criam “patchs”, que são linhas de código para corrigir a falha encontrada. Assim, eles ajudam a aprimorar o código com seus scripts de correção. Algumas empresas até contratam hackers para encontrar falhas de segurança em seus sistemas a fim de corrigi-las a tempo.

Os hackers também estão empenhados em explorar as potencialidades dos sistemas operacionais. Eles ampliam o uso para o qual um software foi originalmente criado.

Outra importante atividade dos “white hats” é criar sistemas open source, quer dizer, softwares livres com código aberto que são oferecidos de forma gratuita. Com essa prática o hacker torna o sistema acessível para que outros possam modificá-lo, atualizá-lo, corrigi-lo e aprimorá-lo, levando o sistema a um passo adiante.

Como os hackers fazem? Por mais estranho que possa parecer, os hackers seguem o código de ética da “Engenharia Social”, no qual as pessoas são consideradas mais importantes que os sistemas. Isto é, o interesse coletivo se sobrepõe ao interesse corporativo ou individual. O livre acesso às informações e sistemas e a melhoria da qualidade de vida é o foco da ação hacker. Em uma palavra, hackers estão a serviço dos users.
Agora podemos chamar Jesus de hacker sem causar tanto alvoroço?
Vejamos.
Antes de falarmos da atuação de Jesus como hacker, precisamos caracterizar, em linhas gerais, o sistema operacional de acesso ao Reino de Deus com o qual o Mestre se confrontou.

À época de Jesus o acesso ao Reino dos Céus se dava, principalmente, mas não exclusivamente, pela religião oficial. Particularmente, Escribas e Fariseus eram os legítimos provedores desse sistema operacional de acesso ao Reino do Pai. Eram eles quem ditavam, de forma autoritativa, os algoritmos da vida cotidiana que, segundo eles, agradava a Deus.

Escribas e Fariseus desenvolveram esse sistema que programava de forma precisa os aspectos do dia a dia dos devotos. Instruções que iam desde lavar as mãos antes das refeições até a posição correta para se fazer orações. Eles escreveram um código fonte de conduta que continha linhas de comando que regulavam desde as fórmulas permitidas de juramento até os detalhes sobre o dízimo. Eles implementaram scripts que incluíam desde as ocupações profissionais puras até a distância que alguém podia percorrer num dia de Sábado.

A religião da época de Jesus era um sistema operacional proprietário, muito bem elaborado e extremamente intrincado de regras, protocolos, senhas, tokens etc, de acesso ao Reino de Deus.

Com isso os Escribas e Fariseus mantinham as portas e backdoors protegidas contra a tentativa de acessos não autorizados ao Reino dos Céus. E como em todo sistema, segurança extra, nunca é demais.

Todo sistema tem a sua lógica interna de funcionamento baseado em regras e protocolos que visam fazê-lo funcionar e também protegê-lo, mantendo-o estável.
Contudo, em qualquer sistema há vulnerabilidades. Por isso, existem soluções adicionais de segurança, como por exemplo, o firewall. O firewall é uma verdadeira barreira de fogo que consegue, na maioria das vezes, evitar que os sistemas sejam violados, protegendo-os, assim, dos acessos não autorizados, que não estejam de acordo com as regras e os protocolos estabelecidos pelo sistema.

Uma guarda bem montada em torno do sistema religioso da época de Jesus eram os Fariseus. Apesar de a religião ter suas regras, senhas e protocolos para proteger Deus de acessos indevidos, é sempre bom reforçar a segurança. Por isso, os Fariseus, aqui representando os líderes religiosos em geral, estavam encarregados de funcionar como um firewall, afastando qualquer ameaça ao seu sistema. Eram os Firesewall, junção das palavras Fariseus e firewall.

Os Firesewall estavam empenhados firmemente em evitar o acesso não autorizado à presença de Deus. Eles haviam criado um zilhão de regras e protocolos de entrada no Reino dos Céus.

E como eles se constituíam na própria barreira, eles não entravam tampouco permitiam que outros entrassem, como lemos em Mateus 23.13.

É nessa nuvem controlada e protegida pelas autoridades religiosas que Jesus age como um hacker.

Como um profeta bem treinado nas Escrituras, Jesus conhece em profundidade o ambiente e as linguagens de programação religiosa de seu tempo. Ele tem a rara habilidade de decifrar os códigos e scripts estabelecidos pelo sistema religioso predominante.

O que Jesus faz frente a esse sistema fechado é o mesmo que os hackers fazem diante de qualquer sistema. Ele procura por vulnerabilidades que possam ser usadas como via de acesso ao Reino de Deus pelo povo comum.

Ao detectar as falhas no sistema de acesso ao Reino dos Céus, Jesus reescreve certas linhas de código que modificam o sistema. Assim, Ele aprimora e amplia para muitos o sistema operacional dos religiosos e o torna mais simples para os usuários.
Como um hacker, Jesus devota sua vida a explorar as potencialidades do sistema vigente. Cauteloso, mas determinado, o Mestre descobre inúmeras chances de usar o sistema para além das finalidades para as quais ele foi arquitetado. Abre novas possibilidades aos que estavam impossibilitados de participar do sistema de acesso à presença de Deus.

Entretanto, como o que interessa a um hacker não é ficar reformando sistemas, mas criar um sistema novo a partir do que já existe, Jesus se empenha em criar um open source: seu Evangelho. Seu sistema reutiliza o que há de bom em outros sistemas. Com isso, o Senhor abre o código para que muitos possam utilizá-lo, aprimorá-lo, modificá-lo e compartilhá-lo. Como resultado, muitas pessoas que antes não tinham acesso a Deus agora têm.

O filho de Maria utiliza o mesmo recurso da “Engenharia Social”, qual seja: identificar as necessidades da maioria da população, e colocar esses interesses acima do corporativismo e individualismo da religião de sua época.

Jesus, como hacker, ataca a camada extra de proteção ao sistema, ataca os Firesewall.

Em um longo e bem escrito código, que Mateus compila em detalhes e registra no capítulo 23 de seu Evangelho, o Mestre desenvolve scripts que derrubam o firewall do sistema.

Jesus recomenda às multidões sedentas de Deus, e aos seus discípulos, que executem os algoritmos dos escribas e fariseus, mas que de forma alguma ajam como eles, que “dizem, mas não fazem” (Mateus 23.3).

Jesus conhece e põe à vista de todos os megas pacotes de dados religiosos que sobrecarregam as pessoas que não têm condições de processá-los em suas vidas. Entretanto, os próprios Firesewall não querem executar sequer um byte desses dados. (Mateus 23.4)

O hacker Galileu desmascara a interface da religião, pondo à mostra a inutilidades de uma janela que esconde um programa ultrapassado, com muitos bugs e que, invariavelmente, não funciona, cancela, dá erro de sistema e só tem aparência externa. (Mateus 23.5)

Um sistema operacional que incute em seus usuários a ilusão de serem tops, os primeiros, de terem a melhor programação, de gozarem de um marketing eficiente e de serem considerados os melhores, maiores e mais bem preparados, em uma palavra, os mestres do software! (Mateus 23.6 e 7)

Jesus não só desnuda essa interface bonitinha, mas propõe uma total reformulação do código que está por detrás. “Vocês – diz Jesus aos seus – serão maiores quando forem servos.” (Mateus 23.8-12)

O Nazareno prossegue numa série sistemática e estonteante o ataque aos Firesewall, por todo o capítulo 23 de Mateus. Ele abre, definitivamente, o Reino de Deus ao povo que estava impedido de entrar nele.

Com isso, Jesus, o hacker, acaba por desenvolver seu próprio open source, seu Evangelho de código aberto e o disponibiliza para download gratuito a todos os interessados numa alternativa ao sistema operacional vigente.

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