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A idealização ou sacralização da Sagrada Família tornou-se um obstáculo à normalidade da nossa família, o mais das vezes.

Jesus, Maria e José formavam uma típica família palestinense de sua época, não diferindo em nada de outras famílias, exceto pelo fato do filho ter uma missão especial. E foi justamente essa vocação de Jesus que determinou, retroativamente, um olhar idealizante ou sacralizador sobre sua família que passou, com isso, de comum para sagrada e transformou-se de humana em divinizada.

 Contudo, as narrativas evangélicas que preservam, em grande parte, o dia a dia de Jesus, apresentam sua família como uma família normal. Normal, aqui, significa uma família com suas vicissitudes, necessidades e enfrentamentos.

Lucas 2.48, por exemplo, registra o estado de sofrimento mental de José e Maria quando eles perderam seu filho em Jerusalém. Ao encontrá-lo, Maria o repreende nos seguintes termos: “Por que você fez isso com a gente? Seu pai e eu estávamos aflitos à sua procura.” O Evangelista capta o sentimento bastante comum de pais que se preocupam com seus filhos. Maria e José não são exceção à normalidade, às vezes conflitiva e aflitiva, dos relacionamentos de pais e filhos.

Em outras oportunidades os Evangelhos dão conta dessa família normal à qual Jesus pertencia.

Veja Marcos 3.20 e 21 onde está registrado o seguinte episódio: Jesus vai para alguma casa para refazer as forças, mas a multidão ao saber disso acorre para lá e eles mal podem comer pão por causa da concorrência do povo que quer ouvi-lo. Então, seus “parentes”, ao saberem daquela situação decidem sair para o prender dizendo que Jesus estava fora de si.

Os “parentes” de Jesus parecem não compreender a sua missão e imaginam que ele esteja tendo algum surto, delírio ou alguma coisa que valha para caracterizá-lo de “fora de si”. O enfrentamento de Jesus com seus familiares, ou vice e versa, como queiram, é um acontecimento considerado normal dentro de famílias normais. São os “parentes” que, em qualquer família, tentam intervir, para não dizer “se meter”, em assuntos que não lhe dizem respeito e do qual eles não entendem “lhufas”. Não é diferente na família de Jesus.

Então, não tem nenhum sentido idealizar ou sacralizar a família de Jesus, como fez a tradição da Igreja, tornando-a super-humana como se ela não enfrentasse os conflitos naturais de toda família humana.

Digo isso pois, vendo como Jesus e os seus resolveram humanamente os desafios de ser família, talvez aprendamos a tratar melhor nossos familiares e a dar maior valor à nossa família quando a compararmos com a de Jesus.

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