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Se me perguntassem qual a característica mais marcante que posso nomear na sociedade contemporânea, diria que é a fragmentação. Isso porque vivo e escrevo desde uma realidade urbana altamente complexa e intrincadamente fragmentada.

familia - Dr. CristofaniDizer que tal fragmentação é característica da pós-modernidade parece ser a repetição de um “chavão” que a todas as portas dá acesso. Todavia, sua menção aqui é fundamental devido ao momento no qual se desenrola o drama da fragmentação e a pulverização de um arcabouço chamado de “moderno”, que resulta em uma realidade difusa e nem sempre perceptível à primeira vista.

Difusa, pois as fronteiras entre as instituições, por exemplo, não são tão claras e tão marcadamente acentuadas, como outrora fora. Daí que instituições como família e igreja, que em tempos idos tinham contornos bem definidos, hoje se apresentam, muitas vezes e em situações diversas, com tênues linhas de separação funcional, por exemplo.

Inseridas que estão dentro da dinâmica contemporânea de organização da sociedade, igreja e família revelam, em certa medida e em diversos aspectos, as influências da fragmentação em sua prática e fundamentos.

Tome-se a família hodierna em consideração e percebe-se que os afazeres de cada membro que compõe a família obedecem a critérios individuais na busca pela realização pessoal, incentivada pelos demais familiares e algumas vezes em detrimento do corpo maior da família. Claro que a família em questão pressupõe pessoas capazes de tomar decisões e têm um grau de independência para fazê-lo.

Destacar apenas o aspecto da fragmentação dos objetivos individuais dentro da família contemporânea não é suficiente para caracterizar o complexo mosaico que permeia essa instituição. Contudo, abre-se, assim, uma janela para vislumbrar um horizonte mais amplo da realidade familiar estendendo a visão para além de uma avaliação também fragmentada.

Co-irmã da família, a igreja tem desempenhado um papel fundamental na manutenção de laços da família nuclear, sendo ela mesma uma família “estendida” (fictícia), em sentido antropológico.

Mas de que igreja nós podemos falar na pós-modernidade em vista de tamanha fragmentação eclesiástica, senão daquela à qual pertencemos e a qual percebemos como a “família da fé”. Também essa nossa igreja experimenta os efeitos por vezes devastadores da fragmentação contemporânea, seja quanto à sua função sacramental ou quanto ao seu papel de proporcionar comunhão entre seus adeptos.

Tanto a igreja, como a família, enfrentam de forma diversa, mas concomitantemente, os efeitos da fragmentação. Tendo a igreja uma amplitude social maior e mais abrangente em relação à família, partimos do pressuposto estabelecido pelo Evangelho que à igreja está reservada a tarefa de auxiliar as famílias que a compõem, sobretudo nos que diz respeito à espiritualidade.

Tarefa árdua, porém necessária, se impõe à igreja contemporânea de avaliar a fragmentação em seus elementos bio-psico-sócio-espiritual que lhe permita ter um quadro de referência no qual não apenas o diagnóstico das necessidades humanas seja posto em relevo, senão que possibilite uma efetiva intervenção que tenha em conta a complexidade da realidade.

Uma intervenção possível é a correta reelaboração e aplicação do sistema de crenças e valores que permeiam o Cristianismo, dentro do qual os fragmentos dispersos aqui e acolá formem um mosaico, no sentido bizantino, no qual seja possível contemplar a face do Cristo dos Evangelhos e torná-lo relevante diante dos desafios propostos pela fragmentação da família e, de resto, pela sociedade atual.

Enfrentar esse desafio é um dos aspectos que pode compor a tarefa da igreja em relação à família.

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