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VANDERKAM, James C. Messianism and Apocalypticism. In: McGINN, Bernard; COLLINS, John J. and  STEIN, Stephen (Eds.). The Encyclopedia of Apocalypticism. New York, Continuum, 1998. Vol. I - COLLINS, John J. (Ed.) The Origins of Apocalypticism in Judaism and Christianity. Pp. 193-228.

“The purpose of this essay is to explore and document the varied messianic ideas present in the Jewish texts and study their connections (or lack of them) with apocalypticism.” p.193

O autor inicia o ensaio definindo os termos Messias e Messianismo, e o uso que o AT faz dos mesmos. Lá o termos designam: 1. Reis de Israel; 2. Sumo Sacerdotes; 3. Ciro; 4. Um Príncipe futuro e 5. Os Patriarcas. Para o propósito do autor os usos sob 1, 2 e 4 são os mais importantes.

Passa a mostrar que no AT, mesmo onde não aparece o termo Messias, é possível ver a menção ao “ungido” ou a qualquer outro líder ou rei da linhagem de Davi (p. ex. Is 7.14; 9.1-6; Jr 33.14-16).

Ao precisar o termo “Apocalipse”, VanderKam adota a definição de J. J. Collins (Semeia 14, 1979, p. 13). Mostra, também, que importantes “modelos” utilizados na literatura apocalíptica provêem do corpo da literatura profética pós-exílica, por exemplo: A visão do trono (Is 6 cf 1Enoque 14); um anjo que leva o profeta à uma viagem a Jerusalém, Templo ou país restaurados (Ez 40-48) e a visão simbólica explicada por Deus ou um anjo (Zc 1-8).

O articulista propõe examinar os “apocalipses” e os “não apocalipse” com o intento de obter informações sobre a figura do(s) Messias que aparecem nas fontes.

Sob o tópico Líderes Messiânicos nos Primitivos Apocalipses Judaicos o autor passa a considerar, em ordem cronológica, os diversos apocalipses.

  • Livro Astronômico de Enoque (1 Enoque 72-82) – nada sobre Messias.
  • Livro dos Vigilantes (1 Enoque 1-36) – nenhuma palavra acerca do Messias ou qualquer líder humano. Deus e seus anjos agem sem uma assistência messiânica.
  • Apocalipse das Semanas (1 Enoque 93.1-10; 91.11-17) – tem caráter bastante apocalíptico, mas nada de um líder messiânico.
  • Apocalipse do Animal (1 Enoque 85-90) – apesar da sugestão de alguns de que o “carneiro com chifre grande” (90.9) seja uma referência ao Messias, é mais provável que o ”touro branco” (90.37) o seja.
  • Daniel: 1) Dn 7 – Conquanto o assim designado “um como um filho do homem” (7.13-14) tenha sido identificado como uma figura messiânica, é possível que assim não seja. 2) Dn 8 – Nenhum Messias ou outra pessoa aparece aqui. 3) Dn 9 – a menção do “ungido”  (9.25) não indica que ele tenha atuado como Messias. 4) Dn 10-12 – a detalhada visão não menciona nenhuma figura messiânica. Assim “... na segunda parte do livro de Daniel não há nenhum rei messiânico ou algo parecido no fim dos tempos.” (p.202).
  • Livro dos Jubileus – Nada é dito sobre um Messias. Contudo, a ênfase sobre Levi (sacerdotal) e Judá (real) parece um estágio primitivo no desenvolvimento do duplo messianismo encontrado em Qumran.
  • Oráculo Sibilino 3 – há controvérsias se o rei mencionado é messiânico.
  • Testamento de Levi 2-5 – a visão não descreve nada de messianismo. O cap. 18, com redação cristã, e de resto as passagens de outros Testamentos (Test. Judá 24, p ex.) trazem referências ao Cristo.
  • Similitudes de Enoque (1Enoque 37-71) – quatro títulos são dados ao mesmo líder messiânico: “o justo”; “o ungido”; “o eleito” e “filho do homem”.
  • 2 Baruque – faz várias referências ao Messias. Ele é um rei conquistador de aparência gloriosa que marca a mudança depois das calamidades escatológicas.
  • 2 Esdras (= 4 Ezra) – o líder messiânico é chamado de Filho de Deus, rei da linhagem de Davi que destrói  os pecadores e reúne o povo de Deus no monte Sião.
  • Apocalipse de Abraão – a figura messiânica é  um homem que alguns adoram e outros insultam.
  • Outros Apocalipses – 1) Ap. Zefanias: nenhum Messias; 2) 2 Enoque: não há Messias; 3)Test. Abraão: nada é dito de um líder messiânico; 4) 3 Baruque: nunca menciona um Messias.

No tópico Líderes Messiânicos fora dos Apocalipses o autor considera diversos outros textos não apocalípticos.

  • Messias no Rolos – há duas figuras messiânicas: Uma Davídica (Raiz de Davi/Príncipe da Congregação), e uma Sacerdotal (Interprete da Lei/Sumo Sacerdote). 1) Os dois Messias juntos: Um de Israel outro de Araão. 2) Messias e Sacerdote: Messias Davidico aparece junto com um Sacerdote.
  • Salmos de Salomão – Os Salmos 17 e 18 expressam uma detalhada esperança no Messias da linhagem de Davi. 1) A Natureza do Messias: Ele é rei. 2) A relação do Messias com Deus: Deus levantará o “ungido” que o glorificará. 3) A relação do Messias com Israel: Ele reinará sobre o povo de Deus. 4) A relação do Messias com as nações: Ele purificará Jerusalém dos gentios.
  • Filon e Josefo – Filon não tem nenhuma clara indicação de crenças messiânicas. Josefo faz duas menções a Jesus e em ambas usa o termo Messias. Faz , ainda, referência a alguns líderes judaicos da Palestina, mas nunca como Messias.
  • Messias e Revoltas – As revoltas contra Roma em 66-70 e 132-135 e o levante na Diáspora em 115-117, foram ocasiões em potencial para o aparecimento de Messias. Porém, apenas a segunda revolta (132-135) pode ser considerada “messiânica” na liderança de Simão Bar Kosiba que foi identificado como o Messias Rei por Rabi Akiba.

Conclusões

Cronologia – Nenhum escrito judaico antes do II sec. a.C. menciona um líder messiânico. O AT oferece a terminologia que será usada posteriormente.

Apocalipses e Messianismo – Nenhum dos primitivos apocalipses judaico se referem a líderes messiânicos. A primeira menção parece ser a do Apocalipse do Animal (c.a. 160 a.C.). A partir daí muitos apocalipses incluem temas messiânicos.

Messias e Escritos que não são Apocalipses – Alguns escritos aludem a figuras messiânicas.

Imagens do(s) Messias – há uma variedade de figuras messiânicas: Messias; O Justo; O Eleito; Filho do Homem; Filho (de Deus); Servo (de Deus); Príncipe da Congregação; Rebento de Davi; Interprete da Lei; (Sumo) Sacerdote; Touro Branco; Vinha e Leão.

Conclusões Especulativas – o autor formula algumas hipóteses sobre a relação (ou falta) entre o messianismo e a apocalíptica.

Avaliação

1. Metodologia: Ao elencar uma série de textos, VanderKam procura estabelecer uma seqüência cronológica que auxilia perceber o surgimento e o desenvolvimento de alguma idéia através dos textos. Ademais, o autor procura selecionar, de forma bastante consistente, as fontes com que vai trabalhar levando em consideração, não apenas a natureza das mesmas, como também os círculos em que possivelmente foram transmitidas.

2. Procedimento: O autor seleciona um único tópico para “ouvir” as fontes;

3. Conclusões: Formula conclusões de maneira “especulativa”;

4. Tarefas: O artigo deixa entrever que é possível encontrar “convergências” entre judaísmo e cristianismo;

5. Limites: Não há menção às condições de “materialidade” dos textos/idéias, devido ao propósito do autor. Assim, parece-me que se possa avançar nesta direção.

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