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Recebida com muito entusiasmo e alegria, a decisão da Assembléia Geral da IPIB sobre a ordenação feminina vem resgatar uma dívida da família Reformada no Brasil para com as mulheres. O entusiasmo se deve, em parte, pelo reconhecimento, ao nível Conciliar, do efetivo ministério feminino nas comunidades locais. A alegria, pela vitória da tese bíblico-teológica da igualdade entre homens e mulheres, não apenas ontológica, mas, sobretudo ministerial.

Assim, a IPIB avança teológica e biblicamente em direção à correção de distorções que resistem ao propósito de Deus para sua Igreja. Esse avanço significa, entre outras coisas, uma maior participação das mulheres nos círculos de decisões, contribuindo para uma distribuição mais eqüitativa de responsabilidades e direitos. Também, as mulheres passam a ocupar uma posição nos setores de reflexão teológica, onde, com certeza, darão uma contribuição inestimável.

Quais serão as consequências dessa nova configuração nos Concílios e Centros de Formação Teológica?

Aponto algumas delas:

Nos Concílios, há de ser repensada a distribuição de poder, pois o paradigma de governo passa a contar, não apenas com a visão do “macho adulto”, mas entra em cena o ponto de vista da mulher, ampliando e aprofundando o horizonte de atuação dos Concílios em todas as questões concernentes ao exercício do ministério local, regional ou nacional. Por fatores óbvios, os Concílios ganham em qualidade e sensibilidade. Passam a enfocar os problemas e soluções com uma gama mais ampla de elementos trazidos pela condição feminina.

Nos Centros de Formação, que é nosso caso como Seminário, a ordenação feminina, nos remete às seguintes readaptações e reelaborações:

Além da urgente readaptação do espaço físico para receber alunas, se faz necessário a readaptação do Currículo de maneira que privilegie um enfoque mais inclusivo do que já é, não apenas na linguagem, mas na concepção pedagógica e didática.

Necessário se faz repensar, também, as formas de atuação docente e discente no que tange as instâncias de decisão e planejamento, redirecionando os alvos e objetivos de tais Centros de Formação.

Contudo, tudo isso será paliativo se não houver uma simultânea reelaboração teológica que perpasse todos os Departamentos: Teológico, Bíblico, Pastoral, Conhecimento Geral. Nesse ponto não pode haver uma readaptação, mas uma significativa reelaboração que contribua para a formação de uma nova mentalidade que atenda aos anseios das Comunidades Locais e permita, também lá, um ministério eficiente e consagrado.

Quem são os responsáveis por tal reelaboração teológica? Certamente o corpo docente que deve levar em consideração esse novo quadro que se apresenta para toda a IPIB.

Entretanto, há que se contar com as próprias mulheres que são as maiores interessadas em desenvolver uma leitura bíblica a partir de sua condição, uma teologia conseqüente com suas perspectivas, uma pastoral afinada com suas necessidades, pois mesmo com um esforço ingente de todos, não se pode reelaborar uma teologia para elas, nem por elas, mas com elas, e, sobretudo delas mesmas.

A Ordenação Feminina tem muitas outras implicações que com o tempo se revelarão. Porém, as apontadas acima são o desafio imediato que deve ser encarado pelos Concílios, Centros de Formação, pela IPIB, enfim.

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