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Cartilha de Hebraico - Compre aqui

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A necessidade de se fazer uma Cartilha de Alfabetização em Hebraico Bíblico tem seu ponto de partida na experiência do autor do no ensino dessa língua em cursos de graduação em Teologia ao longo dos últimos anos. Nesse labor, o uso do material didático disponível em língua portuguesa para o ensino do hebraico tem relevado lacunas tanto ao nível de ensino quanto ao nível da aprendizagem.

Via de regra, os/as estudantes têm muita dificuldade em apreender os conteúdos gramaticais e, em decorrência disso, não conseguem usá-los de maneira satisfatória no trato com o texto objeto de seus estudos que vem a ser o original hebraico do Antigo Testamento, isto é, o Texto Massorético (doravante referido como apenas como TM).

 

Esse fato causa uma dupla frustração. No acadêmico e no professor. No primeiro, porque se sente incapaz de aprender, sentimento que amplia seu “filtro afetivo” (DULAY; BURT; 1977, KRASHEN; 1982) que deveria ser o mais baixo possível para um aprendizado efetivo. No segundo, porque se ressente de não ter alcançado plenamente o objetivo principal que deveria ser o domínio instrumental do idioma para a leitura consequente do TM.

Relevando os motivos de ordem pessoal, tanto do educando quanto do educador, como o desinteresse do aluno em aprender e as limitações didáticas e pedagógicas do professor, deve-se apontar dificuldades de outra ordem. Essas dificuldades se situam em duas esferas: Primeiro, na própria natureza da língua. Segundo, na essência do material didático em uso.

O primeiro e maior obstáculo no ensino-aprendizagem do hebraico bíblico reside no fato de que esta língua está codificada em caracteres totalmente estranhos àqueles da língua portuguesa. Ao contrário, por exemplo, do idioma inglês, espanhol, francês, alemão e todos os que usam caracteres latinos, o hebraico se constitui de um código completamente diferente daquele conhecido pelos falantes do português.

A segunda barreira que deve ser mencionada é de ordem fonético-morfológica, que decorre, naturalmente, da primeira dificuldade. No seu aspecto fonético o hebraico contém sons, especialmente os guturais, que não existem em língua portuguesa, sendo necessário, muitas vezes, recorrer à pronúncia de outros idiomas, como por exemplo, o alemão que utiliza articulações guturais.

Ademais, o TM usa um sistema de acentuação que funciona como indicador gramatical, marcadores de ritmo de leitura, chamado de “cantilação”, além, é claro, de sinalizar a tonicidade das palavras. Os elementos morfológicos, por sua vez, diferem brutalmente do português, principalmente na flexão das palavras que utilizam afixos para expressarem gênero, número etc.

A terceira dificuldade na esfera da natureza da língua diz respeito ao TM. Seu entendimento e compreensão são a principal meta do estudo do hebraico. Por se tratar de um texto cristalizado desde há muito e, portanto, não sofrer alterações, como sofrem os idiomas ainda em uso, limita o contato com o mundo da fala e manifestações culturais tão desejáveis para uma melhor assimilação da língua. Por outro lado, essa dificuldade pode transformar-se num elemento positivo ao aprendizado da língua uma vez que mantém sempre o mesmo padrão fonético, morfológico e gramatical.

Na segunda esfera de obstáculos no ensino-aprendizagem do hebraico bíblico estão os materiais didáticos disponíveis em língua portuguesa.

Os insumos didático-pedagógicos disponíveis para o processo de ensino-aprendizagem do Hebraico Bíblico em língua portuguesa podem ser catalogados em dois grupos: os dicionários e similares e os manuais e gramáticas. No primeiro grupo pode-se referir a KIRST, Nelson et alli (Elaboradores). Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português. São Leopoldo/Petrópolis, Sinodal/Vozes, 1988 e a SCHÖKEL, Luís Alonso. Dicionário Bíblico Hebraico-Português. São Paulo, Paulus, 1997 (tradução do espanhol), na categoria de dicionários, e a MITCHEL, Larry A., Estudos do vocabulário do Antigo Testamento. São Paulo, Vida Nova, 1996 (tradução do inglês), na categoria de similares. No segundo grupo podem ser alistados: KERR, Guilherme. Gramática Elementar da Língua Hebraica. Rio de Janeiro, JUERP, 1979; MENDES, Paulo. Noções de Hebraico Bíblico. São Paulo, Edições Vida Nova, 1981; SACRAMENTO, Agnaldo L. do e OLIVEIRA, Átila Brandão de. Curso prático de Hebraico. São Paulo, Editora Hagnos, 2002; AUVRAY, Paul. Iniciação ao Hebraico Bíblico. Petrópolis, Vozes, 1997 (tradução do francês); HOLLENBERG, W. & BUDDE, Karl. Gramática Elementar da Língua Hebraica. São Leopoldo, Sinodal, 1989 (tradução do alemão); KELLEY, Page. Hebraico Bíblico – Uma gramática introdutória. São Leopoldo, Sinodal, 1998 (tradução do inglês).

Essa apresentação tópica do material utilizado para o ensino-aprendizagem do hebraico bíblico mostra que a quantidade de títulos publicados é bastante escassa. Outra observação que pode ser feita de imediato é que a maior parte do material alistado é tradução de obras estrangeiras que, conquanto sejam boas e úteis, foram pensadas e elaboradas para atenderem realidades diversas daquela da língua portuguesa.

Uma avaliação criteriosa das gramáticas e manuais evidencia os seguintes aspectos obstaculizadores ao aprendizado do hebraico bíblico:

1. O método adotado é o chamado “Método Tradução e Gramática” que contempla o estudo formal da língua. Nessas obras encontra-se uma boa e bem desenvolvida teoria da língua hebraica, consequentemente, o aprendizado da mesma se limita a descrevê-la em seus aspectos formais, tais como: regras gramaticais, paradigmas etc. Em uma palavra, um tipo de metalinguismo. Dessa forma, o aprendiz da língua, normalmente, aprende com destreza as regras gramaticais e suas aplicações, mas pouco consegue compreender ao se deparar com o verdadeiro objeto de sua aprendizagem que é o TM, pois a falta de contato com o mesmo prejudica uma real aprendizagem da língua hebraica como meio de acesso ao TM.

Além do mais, o “Método Tradução e Gramática” tem como pressuposto a ideia de uma educação tradicional que delega ao professor o papel de único detentor e transmissor do saber. A ênfase é posta no primeiro membro do binômio ensino-aprendizagem. Essa ideia coloca o estudante numa posição subalterna o que lhe obstaculiza o aprendizado, pois se cria uma dependência unilateral na relação “mestre”/“aprendiz”, onde o último depende do conhecimento do primeiro. Por outro lado, pouca, ou nenhuma ênfase é dada à familiarização do leitor com o código linguístico do hebraico o que desemboca numa falta de aprendizado do essencial de uma língua que é seu conjunto de signos.

2. Nota-se a ausência quase que completa do objeto de estudo, no caso, o TM. Além disso, muitas das obras citadas operam ao nível de exemplos e exercícios artificiais, principalmente de tradução. Isso decorre do método adotado. Pode-se traduzir essa dificuldade nos termos de uma falta de adequação entre o objeto e objetivo do estudo do hebraico bíblico. O objeto, já foi dito, é o TM. O objetivo, por seu turno, é instrumentalizar o usuário do TM com habilidades de leitura e compreensão do mesmo. Essa falta de adequação entre o objeto e o objetivo pode ser vista na abordagem do idioma feita pelas obras alistadas acima.

3. Faltam insumos de ensino-aprendizagem que utilizem recursos, como por exemplo, a multimídia e os audiovisuais que ativem a acuidade visual e a acuidade auditiva dos aprendizes, acuidades fundamentais para a aquisição das habilidades exigidas para a correta compreensão de uma língua, pois, como é sabido, o aprendizado de uma língua estrangeira requer do estudante um contato significativo com a mesma. Os contatos visuais e auditivos estão entre os mais importantes, nesse caso. Essa falta limita, assim, um maior contato com a língua a ser aprendida.

Portanto, é preciso repensar o processo ensino-aprendizagem do hebraico bíblico e reformulá-lo a partir da incorporação dos avanços da linguística aplicada ao ensino de línguas e produzir insumos didático-pedagógicos que contemplem as lacunas deixadas pelos materiais existentes.
Portanto, a concepção de uma Cartilha de Alfabetização em Hebraico Bíblico se faz necessária por causa das dificuldades enfrentadas pelas pessoas que querem aprender o idioma bíblico do Antigo Testamento e o desafio de superá-las.

Assim, algumas razões, mas não as únicas são que:

1. A Cartilha de Hebraico diminui a distância entre o aprendiz e o objeto de estudo pela adoção de nova metodologia, baseada na Linguística Aplicada, no processo de ensino-aprendizagem;

2. A Cartilha de Hebraico se concentra na visualização, audição e leitura do TM encurtando o link entre o objeto de estudos, o TM e o objetivo do estudo, que é a compreensão do mesmo;

3. A Cartilha de Hebraico minimiza o problema de aprendizagem da língua por conter muitos recursos de multimídia e das novas tecnologias;

4. A Cartilha de Hebraico preenche as lacunas, deixada pelas gramáticas, entre a assimilação da língua e seu controle formal;

5. A Cartilha de Hebraico oferece uma forma suave e divertida de aprender e fixar os primeiros passos nos originais do Antigo Testamento.

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